O Botafogo não conseguiu em Salvador um resultado que deixasse o time de Zé Ricardo em situação cômoda no mata-mata pelas oitavas da Sul-Americana.

Mas a derrota para o Bahia, por 2 a 1, na Arena Fonte Nova, apontou um caminho que pode ser o da salvação do time na tabela do Brasileiro.

Sem Erick, que não pôde ser inscrito na competição por já ter atuado pelo Atlético-MG, e sem outros quatro titulares, poupados, o treinador fez um novo time.

Luís Ricardo, Marcelo Benevenuto e Gílson reapareceram na linha de quatro defensiva.

E a dupla ofensiva Rodrigo Pimpão e Brenner ganharam nova oportunidade no comando do ataque.

Com a saída de Leo Valência, machucado, aos 17 minutos, o time formou num teórico 4-3-2-1 e com o passar do tempo ganhou volume e intensidade.

Lindoso, Jean e Bochecha se alinharam numa linha intermediária, Luiz Fernando e Pimpão puxaram o jogo pelos lados e Brenner jogou como referência.

O time alvinegro produziu um número de jogadas ofensivas três vezes maior do que o do Bahia, e só não venceu porque tem um problema crônica na finalização.

Me pareceu mais inteiro, embora tivesse passado por maus momentos nos quinze minutos iniciais.

O Botafogo não tem um goleador para confiar a missão de colocar as bolas nas redes e é claro que isso mexe com a ansiedade do time.

Algo até recorrente e sobre o qual já falamos por aqui.

Mas que se soma também à falta sorte em jogos como o desta quinta-feira.

O importante, porém, é que o time alvinegro mostrou valentia e auto-confiança, mesmo sem Carli, Moiséis, Marcinho e Kieza.

E graças a este comportamento, uma vitória simples no jogo de volta, dia 3 de outubro, no Nílton Santos, valerá a classificação à próxima fase da Sul-Americana.

Como disse Rodrigo Pimpão, autor do gol alvinegro, é um espírito diferente e que o time terá de incorporar na reta final do Brasileiro.

Fonte: Blog do Gilmar Ferreira - Extra Online