Um grupo de influentes conselheiros alvinegros tem cobrado mais ousadia da diretoria do Botafogo, o que me parece salutar.

Respeitam a política “pés no chão” implantada pelo presidente Carlos Eduardo Pereira após o desastroso segundo mandato de Maurício Assumpção.

E consideram coerente que o recém-empossado Nelson Mufarrej reze pela mesma cartilha, uma vez que se trata de um integrante do mesmo grupo político.

Mesmo assim, estes conselheiros exigem um pouco mais de coragem da administração, lembrando que o clube não pode se apequenar no difícil momento.

Resumindo: consideram estrategicamente importante a contratação de um jogador de primeira linha, um ícone com potencial de se tornar ídolo.

É um movimento silencioso, interno, mas que pode dar ao Botafogo um sopro de esperança para a difícil temporada que terá de cumprir.

Falam em ajudar no trabalho de convencimento e até a pagar os salários, completando uma parte da remuneração do jogador.

Mas, quem?

Pensou-se em Paulo Henrique Ganso, hipótese, por ora, descartada.

Chegou-se então à conclusão de que o melhor será aguardar as primeiras semanas de trabalho de Alberto Valentim, até que ele mapeie as maiores carências.

O técnico tem a incumbência de aproveitar os jovens das divisões de base que vêm se destacando nos times montados por Eduardo Barroca.

E isso já pode ser visto em sua estreia.

O lateral Marcinho, o zagueiro Marcelo e o atacante Ezequiel mostraram bom futebol nos 2 a 1 sobre o Nova Iguaçu na primeira rodada da Taça Rio.

E devem ser efetivados.

Enquanto isso, os conselheiros mapeiam o mercado internacional em busca da cereja do bolo alvinegro.

Traduzindo: correm atrás de um novo Loco Abreu capaz de endoidar os alvinegros…

Fonte: Blog do Gilmar Ferreira - Extra Online