Usamos cookies para anúncios e para melhorar sua experiência. Ao continuar no site você concorda com a Política de Privacidade.

Jogos

Carioca

25/04/21 às 18:00 - Nilton Santos

Escudo Botafogo
BOT

X

Escudo Macaé
MAC

Carioca

17/04/21 às 16:00 - Maracanã

Escudo Fluminense
FLU

1

X

0

Escudo Botafogo
BOT

Copa do Brasil

14/04/21 às 21:30 - Frasqueirão

Escudo ABC
ABC

1

X

1

Escudo Botafogo
BOT

Blog diz que juiz prejudicou Botafogo duas vezes contra o Inter: ‘Tapa de Rodinei foi tão bizarro que ele mesmo achou que seria expulso’

19 comentários

Compartilhe

Mão de Rodinei em Internacional x Botafogo | Campeonato Brasileiro 2020
Reprodução/Premiere

Por Gustavo Poli
Blog Bola de Cristal – GE

No dia 16 de novembro, o jogo entre Botafogo e Bragantino foi decidido por um pênalti. O zagueiro Marcelo Benevenuto chutou a bola na mão de seu companheiro Kanu – a menos de dois metros de distância. O juiz Rodolpho Toski Marques viu penalidade máxima. Segundo seu julgamento – o zagueiro teria ampliado artificialmente sua área corporal.

No último sábado, dia 13 de dezembro, na partida entre Botafogo e Internacional no Beira-Rio, o lateral Rodinei, que já tinha cartão amarelo, deu um tapa na bola num lance aos 38 minutos do primeiro tempo. Para surpresa geral, o juiz Caio Max não mostrou outro amarelo para Rodinei.

Vale examinar AQUI os tópicos que a CBF lista como casos de cartão amarelo em seu documento de arbitragem 2020/2021. Lá, na página 118, há uma descrição objetiva dos casos em que o cartão amarelo deve ser aplicado por conduta antidesportiva. São 12 casos – sendo que o quarto é o seguinte:

– Praticar uma falta ou tocar a bola com a mão para impedir um ataque promissor.

Ou seja – os juízes foram orientados objetivamente a ignorar a mão proposital como fonte de amarelo. Isso soa estranho porque bate de frente com todo o histórico do nosso idoso esporte bretão. E, claro, com o bom senso – afinal o jogo se chama futebol e não handebol. O tapa de Rodinei foi tão bizarro que ele mesmo achou que seria expulso. O técnico Abel Braga fez questão de substituí-lo no intervalo.

O décimo tópico da lista da CBF é “mostrar falta de respeito ao jogo”. A pergunta é: existe definição melhor para desrespeitar o jogo de futebol do que dar um tapa na bola? A partir de agora, “antijogo” só existe em ataque promissor? Se dar um tapão na bola não é conduta antidesportiva em futebol… o que é?

A mudança na leitura da mão no futebol é bem intencionada – e pretende reduzir a subjetividade da interpretação. Mas derrapa brutalmente quando atenta contra o espírito esportivo. O futebol, como todo esporte, se orgulha de defender o jogo limpo ou justo – o chamado fair play. Como pode soar justo um jogo em que bola na mão involuntária custa mais caro que mão na bola?

O árbitro de Botafogo x Internacional ainda protagonizou outro lance que tem a ver com fair play. Ele validou o gol da vitória colorada num lance em que o lateral Kevin, do Botafogo, bateu uma falta “sem querer” – ao tentar rolar para o goleiro cobrar. Caio Max estava de costas, não viu o lance, foi socorrido pelo VAR e interpretou, no replay, que Kevin fez a cobrança.

Objetivamente… ele pode até ter razão – embora seja também uma interpretação. Mas qualquer alma que já tenha jogado bola sabe que Kevin não quis reiniciar o jogo.

E aí vale observar qual o papel do juiz em campo. Se ele está ali pra cumprir a lei – e ser um fiador do fair play – será que sua decisão foi a melhor? Ele resolveu a partida num lance em que um juiz mais maduro nem teria corrido para a área.

Mandaria bater de novo a falta alegando cobrança no local correto (Kevin não bateu no local exato da falta) e pronto – ninguém do Inter iria reclamar. Pode-se questionar a atitude de Yuri Alberto – que também não teve fair play algum. Só que essa é a ética padrão dos gramados brasileiros.

Há cerca de um ano, neste espaço, destaquei um lance aparentemente pueril do chileno Leo Valencia – então no mesmo Botafogo – que caiu rolando como se tivesse Covid precoce… De repente recebeu a bola e subitamente se curou – se levantando lépido e fagueiro.

Torcedores do time carioca xingaram várias gerações deste escriba. A crítica de antes era a mesma de agora: o jogo limpo importa. A mensagem que o representante de um clube deixa no gramado importa. Se Yuri Alberto tivesse parado o lance e devolvido a bola, provavelmente seria mais aplaudido – exceto, é claro, pelo torcedor que se interessa apenas pela vitória menor.

Fonte: Blog Bola de Cristal - GE

Comentários