A parte mais difícil da tarefa de reconstruir o Botafogo era remendar a autoestima dos torcedores e fazê-los acreditar no projeto de recuperação financeira, patrimonial e moral do clube.

Pois em pouco mais de dois meses de trabalho, a gestão desenhada pelo presidente Carlos Eduardo Moreira conseguiu grandes avanços.

É bem verdade que começou com a perda dos jovens Daniel e Gabriel por falta de pagamento de salários, mas os resultados logo começaram a aparecer.

Começou com a liberação do Engenhão, ainda que parcial, passou pelo retorno ao Refis, que facilitou o reescalonamento das dívidas trabalhistas, e chegou ao departamento de futebol.

As contratações de Antônio Lopes e René Simões, visto por mim com ceticismo, escorou a fundamental renovação do goleiro Jefferson e a partir daí foi possível trabalhar na montagem de um grupo.

O Botafogo, insisto, não tem ainda um elenco em que se possa confiar a missão de conquistar o Estadual _ e essa cobrança soa covarde e fora de hora.

Aos poucos, dia após dia, com trabalho, organização e disciplina, Lopes e René conseguiram a montagem de um time do tamanho que o Botafogo pode ter.

Um time que mesmo sem o virtuosismo das grandes formações alvinegras e com um futebol coletivo de qualidade nada elogiável, caminha no passe certo para o retorno aos melhores dias.

Melhor: trazendo consigo uma legião de apaixonados que acreditam nas coisas do coração.

Olho neles: os botafoguenses já mostraram mais de uma vez que o amor faz milagres…

Fonte: Blog do Gilmar Ferreira - Extra Online