Bahia no 4-2-2-2 com Talisca e Lincoln articulando no centro; Botafogo de Wagner Mancini penando na reconstrução com duas linhas de quatro.
Bahia no 4-2-2-2 com Talisca e Lincoln articulando no centro; Botafogo de Wagner Mancini penando na reconstrução com duas linhas de quatro.

O Botafogo fez o que pôde na Arena Fonte Nova. Wagner Mancini vai tentando reconstruir um time mais rápido e ágil. Duas linhas de quatro, Zeballos se aproximando de Emerson na frente.

Mas antes mesmo de Lodeiro sair lesionado para a entrada de Jorge Wagner, o time alvinegro já tinha problemas na transição ofensiva. Mesmo com Gabriel e Bolatti, os dois volantes com mais qualidade no passe.

Gazeta Press

Maxi Biancucchi marcou o único gol do Bahia na vitória sobre o Botafogo
Maxi Biancucchi marcou o único gol do Bahia na vitória sobre o Botafogo

Na disputa truncada, com muitas faltas, o Bahia se saiu melhor com velocidade. Ora nas ultrapassagens dos laterais Roniery e Pará, substitutos de Diego Macedo e Guilherme Santos, ora com as infiltrações em diagonal de Maxi Biancucchi e Rhayner. Acionados por Lincoln e, principalmente, Anderson Talisca. O camisa nove é mais meia que atacante e serve seus companheiros com passes especiais e precisos, como o que achou Ueliton e o volante serviu Lincoln, mas o chute foi para fora.

Ou o lançamento que fez Pará chegar rapidamente à linha de fundo e servir Maxi Biancucchi no gol único da partida. Na jogada, o argentino estava na área com Rhayner e Lincoln chegava na área pela direita. Movimentação intensa na frente do 4-2-2-2 “moderno” armado por Marquinhos Santos que lembra o Corinthians campeão da Libertadores de 2012, com Jorge Henrique e Emerson abertos, Danilo e Alex alternando no meio e no centro do ataque.

Com Ferreyra e Wallyson, o Botafogo pressionou no “abafa”, carimbou a trave de Marcelo Lomba com Wallyson e Jorge Wagner perdeu boa chance batendo por cima. Finalizou bem mais: 18 vezes contra sete do adversário – oito a três na direção da meta. O alvinegro também fez (muito) mais faltas: 28 a 12.

O tricolor baiano perdeu criatividade com Pittoni e Branquinho nas vagas de Lincoln e Talisca e não conseguiu contra-atacar com Rafinha no lugar de Rhayner. Apesar dos 51% de posse de bola e melhor aproveitamento nos passes, o Bahia teve dificuldades para controlar o jogo. Foi a vez do zagueiro Demerson dominar a área e cortar a maioria dos cruzamentos. Mais uma prova do equilíbrio na partida.

Olho Tático

Botafogo pressionou no final com Wallyson, Ferreyra e Jorge Wagner; time de Marquinhos Santos caiu com as substituições - e sem Talisca.
Botafogo pressionou no final com Wallyson, Ferreyra e Jorge Wagner; time de Marquinhos Santos caiu com as substituições – e sem Talisca.

Os dois clubes buscam elencos mais homogêneos. O Botafogo espera a redenção de Carlos Alberto, que vive de lampejos desde a passagem pelo Porto em 2004. Incógnita. Na formação atual, vai disputar posição com Zeballos.

No Bahia, o início é animador. Mas o time de Marquinhos Santos não pode perder de vista a necessidade de seguir evoluindo. Com velocidade, movimentação e o talento de Talisca é possível sonhar com boa campanha na metade de cima da tabela do Brasileiro. Quem sabe brigar no topo até a Copa do Mundo?

TruMedia

Mapa de toques de Talisca ressalta mais a movimentação de meia criativo do que de atacante.
Mapa de toques de Talisca ressalta mais a movimentação de meia criativo do que de atacante.
Fonte: Blog Olho Tático - ESPN.com.br