Tem sido emocionante ver o Botafogo jogar.

Mais pela transpiração do que pela inspiração.

Mais pelo oxigênio de Pimpão do que pela articulação de Camilo.

Mais pela intensidade do que pela qualidade.

Mais pela superação do que pela supremacia.

O time de Jair Ventura volta a campo no domingo, dia 4, enfrentando o Flamengo.

Depois joga no dia 8, contra o Santos.

No dia 11, contra o Coritiba.

No dia 14, contra o Vitória.

No dia 18, contra a Chapecoense.

No dia 22, contra o Vasco…

São seis jogos no espaço de 19 dias.

Um jogo a cada três dias, quatro com viagens a serem cumpridas.

Não é problema só do Botafogo, eu bem sei, mas ajuda a valorizar o feito.

Pois é muito difícil sobreviver a esta sobrecarga.

E o Alvinegro, muito provavelmente, só segue adiante na Copa do Brasil porque é valente e resistente.

E porque seu adversário nas oitavas vive realidade ainda pior.

O Sport, agora dirigido por Vanderlei Luxemburgo, joga três vezes por semana faz tempo _ e já tem 38 partidas este ano!

Não dá mesmo para cobrar virtuosismo ou plasticidade.

De ninguém.

Fonte: Blog do Gilmar Ferreira - Extra Online