Zagueiro e “xerifão” do Botafogo, Bolívar viveu em 2011, quando ainda defendia o Internacional, aquela que considera a “pior noite” da sua vida. Em 17 de novembro, o beque, dentro da área, entrou por cima da bola em disputa com o lateral-esquerdo da Roma Dodô, à época jogador do Bahia, e lesionou o garoto, que ficou fora dos gramados por cerca de seis meses por conta de um rompimento total do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo. “Foi difícil dormir”, lembrou no programa A Última Palavra desta segunda (24).

“Me chamaram de assassino, durante muito tempo foi horrível. Fiquei muito chateado, mas recebi o perdão dele. Ele sabe que não quis machucá-lo. Acabamos dividindo, o contato físico é inevitável, futebol tem contato o tempo todo”, recordou. “Perder para o Mazembe acontece, é uma partida. Ver o atleta lesionado é outra coisa, era um companheiro”, completou, referindo-se à derrota que sofreu na semifinal do Mundial de Clubes de 2010, também pelo Colorado.

Na oportunidade, o juiz Paulo César de Oliveira não marcou pênalti, mas sim um tiro livre indireto. Bolívar só recebeu cartão amarelo.

“Só fui expulso quatro vezes em 14 anos, o índice é baixo. Me rotularam como violento mais pela maneira que eu falo em campo, pois falo de tudo no ouvido do atacante. Não gosto, mas sinto que me respeitam”, defendeu-se.

Fonte: Fox Sports