Bolívar não esconde emoção, mas promete ‘unhas e dentes’ 5ª

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A relação entre Bolívar e o Internacional não dá para ser definida em poucas palavras, uma declaração ou entrevista. Ela precisa de um livro para contar quase oito anos de identificação, títulos, amizades e história. Nesta quinta-feira, no Maracanã, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, com a camisa do Botafogo, ele será adversário do clube que o transformou em General.

Esse reencontro faz com que os últimos dias se transformem em uma longa espera. Com o Botafogo, Bolívar já se impôs como fez no Internacional, onde se tornou capitão e sinônimo de conquistas. Na previsão de emoções fortes para a noite no Maracanã, o General promete comandar uma tropa alvinegra com a mesma dedicação que o consagrou ídolo colorado.

– É um jogo especial, no qual vou sentir uma emoção muito forte. Vivi sete anos no clube com a maioria dos caras que vão estar em campo. Fizemos amizades, uma história muito grande no Internacional. Vai ser muito bacana. Mas na hora em que o árbitro apitar, vou esquecer tudo isso, pois estou com meus companheiros e os defenderei com unhas e dentes – afirmou Bolívar, que volta ao time depois de cumprir suspensão no empate com o Goiás.

Na lista de amigos que fez no Internacional, Bolívar destacou a convivência com D’Alessandro, Índio e Kleber. Lembrou também de Alex, que voltou ao clube recentemente. A admiração por eles é grande. O zagueiro, inclusive, fez uma visita aos ex-companheiros antes do confronto com o Fluminense, em Macaé.

– Fui ao hotel e levei uma camisa do Botafogo para o D’Alessandro. Ele sempre me deu camisas assim também. Conversei com eles antes do jogo com o Fluminense. Agora, certamente vamos nos falar, brincar um pouco pelo telefone, pois quando a bola rolar o negócio fica mais sério – afirmou o zagueiro do Botafogo.

As lembranças do passado com o Internacional são intensas. Bolívar tem duas conquistas de Taça Libertadores com o clube. No entanto, uma das mais emocionantes aconteceu na decisão do Campeonato Gaúcho, contra o Grêmio. Na ocasião, as palavras de Falcão, então seu treinador, deixaram marcas.

– A gente havia perdido o jogo de ida no Beira-Rio por 3 a 2. No Olímpico, na hora do hino, o Falcão começou a provocar os torcedores atrás do banco e o técnico do Grêmio era o Renato Gaúcho. São os dois maiores ídolos dos clubes, jamais o Falcão comandará o Grêmio e vice-versa. Com aquilo, inflamou o time. Ele disse que estava encarando sozinho 60 mil e que nós só precisávamos encarar 11, que estava nas nossas mãos. Vencemos por 3 a 2 e conquistamos o título nos pênaltis – disse Bolívar.



Fonte: Globoesporte.com
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