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Botafogo de 2020 caminha para ser o pior time da história do clube

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Elenco em Fluminense x Botafogo | Campeonato Brasileiro 2020
Reprodução/Premiere

Os números são de impressionar — negativamente. Dos últimos 42 pontos, o Botafogo conquistou apenas três. Desde novembro, o torcedor alvinegro comemorou uma única, solitária e sofrida vitória — sobre o Coritiba, em 19 de dezembro, quase um milagre de Natal. Foram 13 derrotas em 14 jogos, retrospecto que faz os botafoguenses terem saudade do início do Brasileirão, quando a reclamação era de que o time vivia empatando.

Nas redes sociais, a nova arquibancada em tempos de pandemia, a discussão é se o atual time do Botafogo pode ser considerado o pior de todos da história do clube. Técnicos ou subjetivos, os argumentos são distintos e pode ser difícil chegar a uma palavra final. Mas não para Gérson, campeão brasileiro em 1968 pelo clube:

— É o pior time dos últimos 20 anos ou mais.

Ao menos nos números, é preciso, porém, ir além da era dos pontos corridos para entender se este Botafogo merece a forte alcunha de pior de todos os tempos. E a resposta é que ainda não. Mas há tempo para fazer por onde.

Tomando como base o aproveitamento no principal torneio de cada temporada, o atual (24%) é inferior ao primeiro rebaixamento no Brasileiro (33%), em 2002, e ao último, em 2014, quando o time teve 30% de aproveitamento.

Naquele ano, na 32ª rodada do Brasileiro o time tinha dez pontos a mais que o atual (33 a 23) e mais que o dobro de vitórias (9 a 4).

A campanha deste ano, porém, ainda está acima do pior desempenho do Botafogo na história do Campeonato Brasileiro, em 1993, quando em 14 jogos o time só venceu dois, empatou outros dois e perdeu dez. Foi o 31° pior entre 32 times com 21% de aproveitamento (na época, a vitória valia dois pontos). Graças a um bizarro regulamento, não foi rebaixado. Contudo, nas coisas que só acontecem com o Botafogo, este mesmo time se tornou campeão da Copa Conmebol naquela temporada, o que naturalmente o impede de ser chamado de pior Botafogo de todos os tempos. É o único título internacional nas galerias do clube.

Voltando mais no tempo, há quase cem anos, ainda na era amadora, quando o principal torneio da temporada era o Estadual, o Botafogo foi tão ruim quanto. As três vitórias e 12 derrotas da campanha do Carioca de 1925 correspondem a um aproveitamento de 20%, número que pode ser igualado pelo atual time se perder todos os seis jogos restantes. Na letra fria da estatística, no mínimo, o Botafogo do Brasileiro de 2020 seria o pior da era profissional.

A marca negativa não será somente pela terceira queda iminente — o time tem mais de 99% de chances de rebaixamento a seis rodadas do fim —, mas de que forma ela acontecerá.

Neste ano, o Botafogo ainda pode chegar a 41 pontos e fugir da Série B, desde que vença todos os seis jogos, incluindo o Palmeiras e o Grêmio, que disputam na parte de cima da tabela, e os adversários percam suas partidas. Pouco provável.

É pelo retrospecto deste Botafogo no campeonato que não há crença de que isso pode acontecer. Nem todas as quatro vitórias no Brasileiro foram parâmetros de um bom futebol escondido em algum lugar. Na mais surpreendente de todas, sobre o Atlético-MG, a torcida até acreditou que algo novo poderia surgir com Paulo Autuori. Mas a análise fria do jogo mostrou um alvinegro defendendo todo o arsenal ofensivo dos mineiros. Contra o Palmeiras e o Coritiba (a vitória mais recente), os adversários desperdiçaram pênaltis no fim da partida.

Para ídolos do Botafogo, a culpa não está totalmente na qualidade técnica do time. Toda a conjuntura faz desta a pior campanha, até aqui, nos pontos corridos. Sem citar nomes, Gérson diz que salvaria apenas “uns três jogadores” do elenco atual. O Canhotinha, porém, avalia que a diretoria tem sua “culpa no cartório”:

— O time é semelhante tecnicamente a outros, mas une-se a isso a má administração, a troca constante de técnicos, contratações erradas. É a má administração que acarretou isso tudo.

Gérson exemplifica os erros cometidos pela diretoria com as contratações dos estrangeiros Kalou e Honda. Jogadores de renome internacional, mas que não atuavam em alto nível há algum tempo.

— Eles foram excepcionais na Europa, mas que Europa foi essa, quando foi isso? Se jogaram bem, foi há 60 anos — exagera Gerson, que pede mais atenção à base. — Vendem dois, três jogadores para ter dinheiro para pagar despesas. Contratam jogadores que não deveriam estar no Botafogo e o time fica uma porcaria. Deveriam manter os bons jogadores da base.

A pressão pelo resultado tem influência direta dentro de campo, afirma o ex-jogador Jairzinho. No segundo turno, por exemplo, a equipe somou apenas três pontos em 13 jogos, com um pífio aproveitamento de somente 8%. A continuar sem vitórias, o Botafogo pode ter campanha semelhante às das piores dos pontos corridos, como a do Paraná (2018), que venceu quatro vezes e perdeu 23 partidas. O alvinegro só não consegue ser pior que o América-RN (2007), com 17 pontos, o Náutico (2013) e o Avaí (2019), com 20 pontos.

— A crise econômica do Botafogo, que teve salários atrasados em parte do ano, prejudica a estabilidade de todos os segmentos do clube. E no campo contribui para o desequilíbrio emocional dos jogadores. Não é a primeira vez que o Botafogo vai ser rebaixado. Essa sequência de pesadelos é lamentável — disparou Jairzinho.

Diretor começa hoje

Tentando quebrar a sequência de seis derrotar seguidas, o Botafogo voltará a campo apenas na próxima terça-feira, quando visita o Palmeiras. Pressionado, Eduardo Barroca já fala sobre futuras mudanças no elenco, especialmente a partir da chegada do novo diretor de futebol, Eduardo Freeland, que começa a trabalhar a partir de hoje.

Fonte: O Globo Online

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