O Botafogo pode rediscutir os preços dos ingressos no Estádio Nilton Santos para o jogo com o Atlético-MG. A informação foi publicada pelo site “Fogo na Rede“. Os valores diante da Chapecoense (R$ 20 no Norte, R$ 60 no Leste e R$ 80 no Oeste) foram criticados pela torcida, que compareceu em baixo número. Foram 8.241 torcedores, com renda de R$ 216.404, insuficiente para cobrir as despesas da partida. No fim, o prejuízo foi de R$ 153.880,83.

O vice-presidente executivo do Botafogo, Luis Fernando Santos, afirmou que o preço dos ingressos não é o único fator que influencia na presença da torcida.

— A análise de preços é feita a cada jogo, mas sempre tentando manter o equilíbrio financeiro do estádio. Você não pode responsabilizar só o preço pelo baixo público. Prova disso é que tivemos ingressos a R$ 20 que não foram vendidos — disse o dirigente ao site “Fogo na Rede”.

— Se você cobrar R$ 20 e colocar 30 mil pessoas, realmente é uma equação muito boa. Mas 30 mil pessoas irão por ser R$ 20? Há outros fatores que fazem com que os torcedores compareçam. O preço do ingresso é um deles. Além disso, tem o horário do jogo, contra quem é o jogo, se vai haver transmissão e a posição do time na tabela, por exemplo. A política de preços não muda. Os preços, sim, podem mudar – ressaltou.

Uma hipótese pensada pelo Botafogo é a venda por lotes. Porém, a ideia não foi adiante.

— Hoje você adquire ingressos por lotes desde shows até teatro. No futebol não é possível. Neste modelo, eu estaria disposto a pôr à venda o estádio inteiro antecipado, se houvesse demanda – concluiu Luis Fernando Santos.

Fonte: Redação FogãoNET e Fogo na Rede