O Botafogo estreou com o pé esquerdo no Campeonato Brasileiro de 2017. No último domingo (04), o Glorioso foi derrotado pelo Grêmio, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), pelo placar de 2 a 0. Os gols dos donos da casa foram marcados por Ramiro, duas vezes.

O motivo da derrota é simples de entender: o Grêmio jogou futebol, enquanto o Botafogo, não.

Os comandados de Renato Gaúcho pressionaram o Alvinegro durante toda a primeira etapa. O placar só foi aberto aos 46 minutos, graças a Gatito Fernandes, que com grandes defesas evitou até o máximo o pior.

No segundo tempo, o Grêmio precisou de apenas 10 minutos para ampliar o placar e sacramentar a vitória. O Botafogo teve a posse de bola após sofrer o segundo gol, mas faltou ao time de Jair Ventura criatividade e agressividade para chegar à meta anfitriã. Nos contra-ataques, o Tricolor Gaúcho criou chances de aumentar a vantagem, porém, ficou por isso mesmo.

Declínio evidente no meio de campo alvinegro

Diferente do que fez na derrota para o Barcelona do Equador, no último dia 2, quando escalou três atacantes, Ventura voltou com a tradicional trinca de volantes. Ficou evidente que o Botafogo não carece de esquemas táticos e sim da queda de rendimento de alguns dos principais jogadores da equipe.

O meio campo é o setor mais prejudicado. Antes compacto na marcação e eficiente no apoio ao ataque, hoje a “meiuca” alvinegra ataca tão mal quanto defende. Bruno Silva e Airton, importantíssimos na campanha de 2016 e fundamentais na classificação à fase de grupo da Libertadores estão cometendo muitas faltas e errando passes a lote.

Sem a marcação sólida no centro do campo, a zaga fica exposta e vulnerável. Exemplo disso é o fato da equipe ter sofrido cinco gols nos últimos três jogos.

O ataque também vem sofrendo. Apenas dois gols foram marcados nas últimas três partidas, totalizando um saldo negativo de menos três.

Na bela campanha da temporada de 2016, o Botafogo tinha nas suas alas as principais armas ofensivas. Ora com Diogo Barbosa, pela esquerda; ora com Neílton e Luis Ricardo, pela direita. Hoje, Victor Luis toma conta do lado antes defendido por Barbosa, principalmente na marcação, mas não tem a mesma liberdade para apoiar o ataque que teve em outras oportunidades. No lado oposto, nenhum jogador foi contratado para substituir Neílton e, improvisado na como lateral direito, Emerson Santos vai bem na defesa e se esforça no ataque, mas fica clara a carência no setor que mais sofreu com lesões nesses cinco meses de temporada.

O lateral direito Arnaldo, ex-Ituano, foi contratado para assumir de vez a camisa 4. Um dos principais trunfos do jogador de 25 anos é a velocidade. Será que o novo reforço chega para suprir as necessidades defensivas e ofensivas da posição? Só o tempo irá dizer.

As derrotas para Barcelona S.C. e Grêmio chegam para acionar o alarme de atenção no arrumado casarão de General Severiano. Se o Botafogo almeja coisas grandes para a temporada de 2017, algo a mais precisa ser feito para devolver a competitividade da equipe que vem surpreendendo o Brasil e a América do Sul.

Na quinta-feira (18), às 21h45, o Glorioso encara o Atlético Nacional (COL), no Estádio Nilton Santos, pela quinta rodada da fase de grupos da Copa Libertadores da América. Um vitória simples pode classificar o Alvinegro à próxima fase do torneio continental.

Fonte: 90Goals