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Botafogo comemora nesta quinta-feira 20 anos de um título para lá de inesquecível

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Por FogãoNET

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Vinte anos do brilho mais reluzente da estrela solitária. Vinte anos do surgimento de um ídolo irreverente, considerado fanfarrão por muitos rivais, mas, acima de tudo, decisivo. O Botafogo comemora nesta quinta-feira o 20º aniversário do Brasileiro de 1995. Um título que se mantém bem vivo na memória dos alvinegros e, principalmente, na de seu protagonista, Túlio Maravilha, que faz questão de exaltá-lo por onde quer que passe.

 

“Foi o ápice da minha carreira e o que me tornou conhecido nacionalmente e até internacionalmente. Hoje, sou o Túlio Maravilha por causa daquele título”, reconhece o ex-camisa 7 em conversa com o DIA.

Dos 23 gols marcados pelo artilheiro daquela edição do campeonato, o último foi o mais festejado. Não somente por ter garantido o empate em 1 a 1 com o Santos, em São Paulo e, de quebra, a taça. Graças a ele, o goleador tirou uma tonelada das costas.

Túlio estava engasgado e arrancou a “espinha de peixe” da garganta no momento em que, de canhota, colocou a bola no fundo da rede, aos 24 da primeira etapa. Era a resposta na hora e no tom certos aos críticos: “Já estava virando uma sina e a crítica falava que na hora da decisão eu não fazia gol. Estava incomodado com isso e encarei a final como a chance da minha vida. Aquele gol fechou com chave de ouro e quebrou todos os tabus e qualquer desconfiança em relação a minha capacidade de decidir.”

A campanha vitoriosa do Alvinegro em 95 começou irregular e sob desconfiança, com apenas cinco vitórias em 11 partidas no primeiro turno. Veio o segundo e o time deslanchou, conquistando 27 pontos dos 36 possíveis. A guinada que resultou na classificação para as semifinais fez os jogadores acreditarem que o título, antes distante, tinha se tornado possível.

“Percebemos que poderíamos ser campeões em dois momentos. Primeiro, no jogo contra o Flamengo, que vencemos por 3 a 1. Foi uma partida excepcional do nosso time e contra um grande rival. O outro foi contra o Goiás, num Serra Dourada lotado. Eles também brigavam por classificação e conseguimos vencer de novo com um gol meu. Ali pensamos: ‘Opa, dá para chegar’”, conta Túlio, orgulhoso.

Dois livros relembram histórias

Para comemorar a conquista histórica, botafoguenses resolveram contar ou relembrar bastidores daquele elenco campeão brasileiro, em dois livros: ‘95, A Tua Estrela Brilha’, dos jornalistas Claudio Portella e Rafael Casé, e ‘O Botafogo de 95’, do jornalista Thales Machado. O primeiro será lançado nesta quinta-feira e o segundo, quarta-feira.

“Falamos com jogadores, técnico, dirigentes, comissão técnica, jornalistas e o piloto que trouxe o time campeão, com mais passageiros que o permitido no avião. São histórias como as fugas de Túlio na concentração, Paulo Autuori barrado na apresentação… É uma homenagem”, destaca Portella.

Thales arrecadou R$ 26 mil em um financiamento coletivo para fazer o livro. Ele também organiza a conta de Twitter ‘O Botafogo de 95’, que relembra o dia a dia daquele time, com notícias de 20 anos atrás: “O sucesso do Twitter ajudou. É um livro cronológico e histórico.”

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