Sob o calor das 11h do Rio de Janeiro, o Botafogo foi derrotado pelo São Paulo, no último sábado, no Estádio Nilton Santos. Mais do que o resultado negativo, o duelo ficou marcado pela queda de rendimento do Alvinegro no segundo tempo, após uma etapa inicial de intensidade e boas chances criadas. O time de Eduardo Barroca sentiu a parte física e esta questão será importante para a sequência do Glorioso no Campeonato Brasileiro.

Quatro dias depois da derrota para o São Paulo, o Botafogo já concentra suas atenções no duelo contra o Bahia, na Arena Fonte Nova, na próxima quarta-feira, às 21h30. Após a eliminação para o Atlético-MG na Copa Sul-Americana, em julho, será a primeira vez que o Glorioso não terá uma semana cheia de treinamentos para trabalhar a parte tática. Além do natural desgaste por uma longa viagem, também há a fadiga acumulada do compromisso anterior.

Contra o São Paulo, o meio-campo perdeu a força durante o segundo tempo. Com a saída de Gustavo Bochecha e o cansaço pela intensidade na marcação mostrados anteriormente, o Botafogo viu o Tricolor crescer com as mudanças de Cuca e a entrada de velocistas, como Everton e Antony, na partida, se aproveitando desta fadiga dos mandantes. Após o duelo, Eduardo Barroca explicou as substituições que fez.

– A segunda troca, no desgaste do Victor Rangel. Como estávamos com muita dificuldade dos enfrentamentos, apostei no Luiz Fernando flutuando mais como um atacante de velocidade para a gente usar as costas da dupla de zaga do São Paulo, mas não conseguimos. A terceira, do Alan (Santos), foi pura e simplesmente por opção física. O Cícero, com 30 minutos, tinha me passado para guardar a terceira substituição para ele, estava com um desconforto na perna. Eu estendi até 41, 42 minutos, e o Luiz Fernando me disse que já não estava mais aguentando – afirmou.

As questões de Luiz Fernando e Cícero comprovam o cansaço que o Botafogo teve sob o forte calor e o que pode ser uma prévia da partida contra o Bahia – que, apesar de ser realizada na parte da noite, pode ter as mesmas consequências na questão da fadiga pela semana cheia. As poucas opções no elenco para Barroca, ainda mais diminuídas com as ausências de Luiz Fernando e Fernando, ambos suspensos, podem apresentar ainda mais dificuldades para o desenvolvimento da equipe dentro do jogo.

– A minha ideia, com o Cícero já completamente esgotado, foi colocar o Alan para fazer a função do Cícero, e deixá-lo avançado. Entendo que não foram as trocas, foi mais conjunto. Mérito do São Paulo, pela imposição que teve, pela qualidade dos jogadores, time forte, investimento alto, jogador titular de seleção brasileira, trocas que mantém ou melhoram o time – completou o treinador.

Histórico negativo
Desde o fim da Copa América, o Botafogo não teve um desempenho convincente em situações de muitos jogos e poucos dias. Quando acumulou compromissos entre Campeonato Brasileiro e Sul-Americana, em julho, o clube de General Severiano teve quatro derrotas seguidas: 1 a 0 para o Santos, no dia 21; 1 a 0 para o Atlético-MG, no dia 24; 3 a 2 para o Flamengo, no dia 28; 2 a 0 para o Galo, no dia 31. Onze dias e quatro resultados negativos.

Em maio, também alternando compromissos entre as duas competições, o Botafogo teve um aproveitamento de 50% nos duelos realizados. Com partidas contra Goiás, Sol de América-PAR e Palmeiras, a equipe de Eduardo Barroca saiu de campo com derrotas no Campeonato Brasileiro, mas venceu os dois duelos pelo torneio internacional, tanto no Brasil quanto no Paraguai.

A questão é que, até aqui, o Botafogo ainda não mostrou um desempenho com mais vitórias do que derrotas quando foi colocado à prova em uma semana de muitos compromissos. Após perder para o São Paulo, o Alvinegro terá a chance de acabar com este “tabu” diante do Bahia, fora de casa.

Fonte: Terra