O Paraguai contará com um reforço nas arquibancadas do Maracanã hoje, quando a equipe estreia na Copa América, contra o Qatar, às 16h. Ao lado dos vizinhos que forem apoiar sua seleção estarão muitos botafoguenses, torcendo por um jogador especificamente: Gatito Fernández. Depois de nove anos sendo convocado, mas com apenas oito partidas efetivamente jogadas, o goleiro alvinegro deve, enfim, assumir a titularidade da equipe paraguaia.

— Ele é a referência do nosso elenco — diz o contador Ricardo Ferrari, de 25 anos, que estará no estádio nesta tarde: — O Paraguai é o Botafogo na Copa América.

Ferrari é tão fanático pelo time que viajou no fim de maio ao Paraguai para assistir ao jogo da Sul-Americana contra o Sol de América. Apesar da vitória, que encaminhou a vaga nas oitavas de final, confirmada na partida de volta, trouxe uma tristeza da viagem: sua camisa alvinegra, justamente a de Gatito, foi roubada.

— Comprei a camisa depois daquela decisão por pênaltis na pré-Libertadores 2017 (quando ele pegou três pênaltis contra o Olímpia, também no Paraguai). Os jogadores ficaram sabendo do roubo, e o Valencia me deu a dele — conta.

Sara Machado, de 19 anos, é tão fã do goleiro paraguaio que ganhou o ingresso para o jogo de hoje de presente do irmão.

— Sou louca por futebol, botafoguense fanática e adoro o Gatito. Meu irmão sabe que faço qualquer coisa para estar o mais perto possível dele, que é meu ídolo. Infelizmente não tenho uma foto ou um autógrafo. Seria um sonho — afirma a vendedora, que trabalha na loja oficial do Botafogo em Niterói.

Ela admite que não saberia para quem torcer se Paraguai e Brasil se cruzarem na Copa América, uma possibilidade nas quartas de final:

— Meu coração ficaria dividido. Qualquer um que ganhasse eu ficaria feliz.

Fonte: Extra Online