O Botafogo tem encontrado muita dificuldade de vender seus melhores jogadores para o exterior. Até o momento o clube coleciona propostas baixas ou com formatos que não o agradam. Por outro lado, tem recebido contatos de grandes clubes brasileiros, que oferecem melhores condições. As seguidas negociações, no entanto, podem fazer com que o Alvinegro seja visto como “fornecedor” de atletas no mercado nacional.

Foi justamente o que aconteceu com Matheus Fernandes, por exemplo. O clube recebeu inúmeras sondagens de clubes do exterior, mas poucas propostas. A que chegou, do Genoa-ITA agradou, mas não a forma de pagamento. Os italianos queriam parcelar e emperrou o negócio com o Alvinegro.

Nesse cenário apareceu o Palmeiras disposto a pagar quase o mesmo valor oferecido pelo Genoa. A diferença é que os paulistas pagarão R$ 6,5 milhões agora, enquanto os italianos começariam a pagar daqui a seis meses. Desta forma, o Alvinegro se viu em situação difícil. Aceitar proposta menor, mas com dinheiro na mão ou esperar para receber mais?

Em situação delicada, o Alvinegro decidiu aceitar a proposta do Palmeiras. Com dinheiro na mão poderá encerrar o ano de 2018 sem dívidas com os atletas. O ‘desespero’ diminuiu e dá mais tranquilidade ao trabalho da diretoria.

Além de Matheus Fernandes, outros dois atletas da casa se valorizaram no mercado e despertam interesse de grandes clubes do Brasil. Igor Rabello interessa a Palmeiras e Atlético-MG, que teve proposta recusada e fará nova investida pelo zagueiro.

Marcinho, por sua vez, entrou na mira do Cruzeiro, que está disposto a pagar R$ 5 milhões. O Internacional também está de olho, mas sem dinheiro para fazer investimento no momento, o que o deixa atrás na briga para levar o jovem lateral direito.

Internamente, o Botafogo se divide ao discutir a opção de vender para clubes do Brasil. Alguns questionam se, de fato, é uma boa ideia. Outro lado alega que a falta de dinheiro não deixa escolha, embora enfatizem que isso faz parte de um momento em que o clube atravessa.

Sem dinheiro, o Botafogo vende o almoço para pagar a janta. A dura realidade não é de hoje e não deverá mudar tão cedo. A não ser que haja um choque de gestão, como tentam implementar os irmãos Moreira Salles.

Fonte: UOL