Botafogo persegue volta à Libertadores depois de 17 anos

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No dicionário, a palavra obsessão significa perseguição, ideia fixa ou mania. E este pensamento pode ser adotado muito bem quando se coloca frente a frente o Botafogo e a Copa Libertadores. Longe da competição desde 1996, o Glorioso moveu montanhas para ter condições de alcançar o objetivo perseguido há muito tempo.

Para ter o time na Libertadores, a diretoria alvinegra contratou jogadores de alto nível (Seedorf e Lodeiro), mexeu comissão técnica e remontou o departamento médico. Não poupou esforços e criou condições suficientes para cumprir o planejado.

Além das mudanças palpáveis, o pensamento do clube é outro há muito tempo. É unanimidade nas entrevistas coletivas citar a Libertadores.

– Estamos mais do que focados em jogar a Libertadores. É algo que nos motiva todos os dias. Mas temos de manter a cabeça no lugar para ficar tudo bem e não nos deixar tomar por isso. Precisamos manter o nível do grupo e manter os jogadores de qualidade para colocar o time no lugar onde ele merece. A Libertadores – afirmou o camisa 17 Andrezinho, que teve o coro reforçado pelo técnico Oswaldo de Oliveira:

– Temos tudo para fazer um grande Campeonato Brasileiro e voltar à Libertadores. O trabalho feito desde o ano passado deu um bom resultado e nos deixa otimistas.

Há 17 anos longe da competição continental, o Glorioso só disputou a Libertadores três vezes na história, em 1963 (melhor campanha), 1973 e 1996. Em 63, chegou à semifinal. Enfrentou o Santos, de Pelé, e sofreu uma sonora goleada no Rio de Janeiro: 4 a 0.

E que o Botafogo não faça dessa obsessão algo doentio ou nocivo para si mesmo. A Copa Libertadores é logo ali, desde que tudo seja feito da melhor maneira possível e o planejamento seja cumprido.

Sem Engenhão, Botafogo não terá casa própria

Além de estar mais visado após o título do Campeonato Carioca, o Botafogo terá um grande problema durante o Brasileiro: a falta de uma casa. Com o Engenhão interditado por tempo indeterminado, o Alvinegro mandará grande parte dos jogos em Volta Redonda, no Raulino de Oliveira.

Para o zagueiro Bolívar, a situação é suficiente para complicar a campanha, mas é preciso manter a cabeça no lugar:

– Complica muito não ter uma casa para jogar. É complicado pelo fato de você normalmente não conhecer o campo e ainda não ter um grande apoio da torcida. Por exemplo, Atlético-MG e Cruzeiro passaram por isso em algum momento e tiveram inúmeras dificuldades. Mas precisamos manter o foco e saber que somos um bom time.

Já Antônio Carlos mostrou preocupação com a condição do gramado do Raulino de Oliveira, que será muito utilizado nos próximos meses.

– Me falaram que o campo do Raulino está melhor do que já esteve. Pelo menos houve um tempo para descansar o campo, com menos jogos desde o Carioca – disse.

Saídas são constantes

Perder jogadores semanas antes do início do Campeonato Brasileiro tem sido uma constante para o Botafogo. No ano passado, inclusive, perdeu três dos principais nomes já com o campeonato em andamento: Herrera, Maicosuel e o uruguaio Loco Abreu.

Vice-campeão do Carioca, o Alvinegro era visto como um dos favoritos a conquistar uma vaga na Libertadores. Mas, sem peças de reposição, o time até brigou após a chegada de Seedorf e Lodeiro, mas perdeu pontos preciosos e não alcançou o objetivo sonhado.

Em 2009, a situação foi parecida quando Maicosuel, que retornaria ao clube, foi vendido ao Hoffenheim dias antes da estreia no campeonato nacional. Não houve nenhuma chegada significativa.

Em 2007 o Botafogo não vendeu ninguém, mas perdeu Dodô, pego no doping. Sem ele, o título brasileiro ficou quase impossível.

Fonte: Lancenet!

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