Palco do jogo deste domingo contra o Resende, às 18h30m, o Estádio Nilton Santos vai ganhar um projeto para transformá-lo em mais do que só a casa do Botafogo. A diretoria do alvinegro quer atrair parceiros e rivais para o estádio, tido como um dos pilares da reconstrução econômica do clube.

Para ser opção aos altos custos do Maracanã, o clube está formulando uma planilha de valores, atrelando-os às facilidades que a estrutura do Nilton Santos oferece. O Alvinegro pediu R$ 80 mil pelo aluguel do estádio para os jogos Vasco x Fluminense e Flamengo x Friburguense, preço inferior ao cobrado no Maracanã. Esse valor será revisto ao fim das obras na cobertura.

— São dois meses de Nilton Santos aberto — explica o vice-presidente administrativo do Alvinegro, Anderson Simões: — Ainda estamos avaliando o que vamos ter e quando vamos ter. Mas o estádio será uma boa opção para o futuro.

O Botafogo tem ainda sobre a mesa ofertas pelo “naming rights” (direito de dar nome ao estádio) do Nilton Santos. O assunto tem sido tratado pessoalmente pelo presidente, Carlos Eduardo Pereira, que foi sucinto ao falar sobre os interessados.

— Estamos negociando com várias empresas. Apenas isso — limitou-se a dizer, sem confirmar a informação de que o Grupo Petrópolis, do ramo cervejeiro, seria uma delas.

Hoje, porém, a principal função do estádio é ajudar o time de René Simões a vencer o Resende. Em casa, o Botafogo soma três triunfos em três jogos. A diretoria quer pelo menos manter a média de público de 7.625 pessoas quando a equipe atua em seus domínios. Para Anderson Simões, o Nilton Santos precisa cair novamente no gosto dos torcedores do Rio.

— Isso tem que ser incentivado. As pessoas precisam voltar a gostar de ir ao estádio. É claro que existem diversas questões envolvidas, mas o Nilton Santos precisa estar no coração do carioca.

Fonte: Extra Online