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Rebaixado, Botafogo recebe R$ 15,5 milhões a menos da TV aberta e fechada no Brasileirão do que em 2019

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Patch Brasileirão - Botafogo x Bahia - Campeonato Brasileiro 2020
Vitor Silva/Botafogo

Pela segundo ano, a divisão de cotas de transmissão do Campeonato Brasileiro ocorreu num modelo inspirado nas principais ligas europeias, com parcelas igualitárias, nº de jogos exibidos e classificação final. Até 2018 era relativamente simples ranquear as cotas da Série A, com verbas fixas (e escalonadas) e bancadas por uma mesma fonte, a Rede Globo. Foi assim durante 19 edições seguidas. Em 2019 e 2020, a divisão entre os clubes teve R$ 1 bilhão em cada temporada, numa divisão mais complexa, contando com duas fontes – confira os rankings abaixo.

No caso das fontes, Globo e TNT Sports, com percentuais distintos sobre as três parcelas criadas, com 40%, 30% e 30% no Grupo Globo e 50%, 25% e 25% na Turner, a controladora da TNT. Cálculos diferentes? Agora começa o nó. Os 20 clubes assinaram com a Globo para a tevê aberta, mas apenas 13 seguiram na empresa para a tevê fechada, via SporTV. Os outros sete assinaram com a Turner para o pacote de tevê por assinatura, transformando a divisão de cotas numa verdadeira equação. Daí as oscilações. No NE, por exemplo, o Bahia teve a maior receita em 2019, com R$ 55 mi. Já em 2020 o Sport ficou à frente na região, mas com R$ 49 mi.

Este cenário não conta o pay-per-view, cuja importância importância no bolo é cada vez maior, sendo o pulo do gato para Flamengo e Corinthians em relação às variáveis nos contratos em sinal aberto e fechado. O PPV tem uma estimativa anual de R$ 650 milhões, mas com o ranking de assinantes não revelado (Fla e Corinthians tem estimativa de R$ 120 mi!).

Voltando ao cenário na TV aberta e na TV fechada, vale demais a análise feita pelo jornalista Allan Simon (veja abaixo), que levantou todos os jogos transmitidos na temporada (em todos os canais), dando mais clareza à divisão. Em sinal aberta, o número de jogos caiu de 96 para 85, com Corinthians (18), Flamengo (14) e São Paulo (14) à frente. Entre os nordestinos, a quantidade jogos foi a seguinte: 8 Bahia, 6 Sport, 5 Ceará e 4 Fortaleza. Cada jogo na Globo corresponde a cerca de R$ 1 milhão na cota – que entra, claro, na parcela de jogos transmitidos.

Em 2019, na estreia do modelo, a liderança foi um tanto curiosa. Como não assinou um pacote de PPV, o Athletico-PR acabou tendo vários jogos exibidos na tevê aberta e foi o clube de maior receita somando aberta e fechada, com quase R$ 5 milhões a mais que o Fla, o campeão. Em 2020, a direção da Globo adotou outra estratégia. À parte do rendimento do time, o CAP teve apenas 6 partidas em sinal aberto. Por isso, acabou despencando para o 13º na lista. E o Flamengo, antes “reservado” ao PPV, forçando assinaturas, acabou sendo mais presente na grade, assumindo uma liderança natural – e terminou, de novo, como campeão.

A seguir, o ranking de receitas na tv aberta (Globo) e tv fechada (SporTV ou TNT Sports), já considerando as variáveis contratuais, benesses por permanências, acordos pontuais etc – o vídeo de Simon passa por esses pontos. Confira os valores de 2020, 2019 e o comparativo.

Projeção de receita de TV no Brasileiro 2020, aberta + fechada (% do total e posição no BR)

Montante a ser dividido: R$ 1,039 bilhão
Diferença do 1º para o 20º: R$ 43,9 milhões

1º) R$ 74,0 mi (7,1%) – Flamengo (1º)
2º) R$ 70,5 mi (6,7%) – São Paulo (4º)
3º) R$ 69,6 mi (6,6%) – Atlético-MG (3º)
4º) R$ 68,3 mi (6,5%) – Fluminense (5º)
5º) R$ 64,7 mi (6,2%) – Grêmio (6º)
6º) R$ 58,2 mi (5,6%) – Corinthians (12º)
7º) R$ 57,6 mi (5,5%) – Internacional (2º)
8º) R$ 53,2 mi (5,1%) – Santos (8º)
9º) R$ 52,1 mi (5,0%) – Palmeiras (7º)
10º) R$ 51,3 mi (4,9%) – Bragantino (10º)
11º) R$ 49,2 mi (4,7%) – Sport (15º)
12º) R$ 47,5 mi (4,5%) – Atlético-GO (13º)
13º) R$ 47,3 mi (4,5%) – Athletico-PR (9º)
14º) R$ 45,4 mi (4,3%) – Bahia (14º)
15º) R$ 44,3 mi (4,2%) – Vasco (17º)
16º) R$ 43,9 mi (4,2%) – Ceará (11º)
17º) R$ 38,3 mi (3,6%) – Coritiba (19º)
18º) R$ 37,6 mi (3,6%) – Fortaleza (16º)
19º) R$ 36,8 mi (3,5%) – Botafogo (20º)
20º) R$ 30,1 mi (2,8%) – Goiás (18º)

Projeção de receita de TV no Brasileiro 2019, aberta + fechada (% do total e posição no BR)

Montante a ser dividido: R$ 1,085 bilhão
Diferença do 1º para o 20º: R$ 36,7 milhões

1º) R$ 71,8 mi (6,6%) – Athletico-PR (5º)
2º) R$ 68,0 mi (6,2%) – Palmeiras (3º)
3º) R$ 67,0 mi (6,1%) – Flamengo (1º)
4º) R$ 67,0 mi (6,1%) – Santos (2º)
5º) R$ 65,6 mi (6,0%) – Grêmio (4º)
6º) R$ 61,5 mi (5,6%) – Internacional (7º)
7º) R$ 59,3 mi (5,4%) – São Paulo (6º)
8º) R$ 58,6 mi (5,4%) – Goiás (10º)
9º) R$ 55,5 mi (5,1%) – Bahia (11º)
10º) R$ 55,4 mi (5,1%) – Corinthians (8º)
11º) R$ 53,8 mi (4,9%) – Atlético-MG (13º)
12º) R$ 53,0 mi (4,8%) – Ceará (16º)
13º) R$ 52,4 mi (4,8%) – Fluminense (14º)
14º) R$ 52,3 mi (4,8%) – Botafogo (15º)
15º) R$ 50,8 mi (4,6%) – Vasco (12º)
16º) R$ 41,4 mi (3,8%) – Avaí (20º)
17º) R$ 39,8 mi (3,6%) – CSA (18º)
18º) R$ 38,8 mi (3,5%) – Cruzeiro (17º)
19º) R$ 38,4 mi (3,6%) – Fortaleza (9º)
20º) R$ 35,1 mi (3,2%) – Chapecoense (19º)

Variação entre os 16 clubes que participaram das edições de 2019 e 2020:

+ R$ 15,9 mi, Fluminense
+ R$ 15,8 mi, Atlético-MG
+ R$ 11,2 mi, São Paulo
+ R$ 7,0 mi, Flamengo
+ R$ 2,8 mi, Corinthians
– R$ 0,8 mi, Fortaleza
– R$ 0,9 mi, Grêmio
– R$ 3,9 mi, Internacional
– R$ 6,5 mi, Vasco
– R$ 9,1 mi, Ceará
– R$ 10,1 mi, Bahia
– R$ 13,8 mi, Santos
– R$ 15,5 mi, Botafogo
– R$ 15,9 mi, Palmeiras
– R$ 24,5 mi, Athletico-PR
– R$ 28,5 mi, Goiás

Fonte: Blog do Cassio Zirpoli e Canal Blog do Allan Simon

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