O Botafogo volta neste sábado a um novo Engenhão, quase dois anos depois de ver seu estádio interditado para obras estruturais. Contra o Bonsucesso, às 17h, pelo Campeonato Estadual, diretores, jogadores, comissão técnica e, principalmente, torcedores começam a escrever uma nova fase para a casa que o clube anunciou como salvação ao assumir sua administração.

Nesta sexta-feira, a diretoria apresentou seu projeto para atrair investidores e público para uma fonte de renda que esteve adormecida durante um período complicado para o clube. Num primeiro momento, pouco mais de 17 mil pessoas terão acesso às arquibancadas na reabertura do estádio — menos da metade dos 45 mil lugares oficiais.

— É uma volta à nossa casa. Temos todas as garantias de segurança necessárias. As condições no entorno, no acesso, nas bilheterias, nos estacionamentos, tudo isso está liberado. A reabertura marca o retorno do Botafogo ao mercado de marketing — frisou o presidente Carlos Eduardo Pereira.

Com o cenário limitado, o sócio-torcedor será a maior fonte de renda do clube neste ano. Ampliado, o programa espera triplicar seu número de adesões, chegando a quase 25 mil sócios e passando dos R$ 2,5 milhões anuais de faturamento. Após a queda para Série B, cerca de 8,5 mil alvinegros estão adimplentes.

— O torcedor será parceiro do Botafogo. Ele vai ajudar muito com R$ 20 a R$ 30. Todos os recursos do programa serão destinados ao futebol — assegurou o presidente.

A princípio, o Botafogo abre suas portas para parceiros pontuais. As iniciativas não são poucas — entre elas ações de marketing temáticas e a renovação do próprio programa de sócio-torcedor —, mas esbarram no cronograma de obras para a Rio-2016.

— Não podemos pensar a longo prazo, pois talvez tenhamos que entregar o estádio no fim do ano. Temos uma tabela de escalonamento para investimentos. O Botafogo está aberto sempre — afirmou Carlos Eduardo.

Fonte: Extra Online