Falar que o Botafogo versão 2018 não transmite confiança ao seu torcedor, sobretudo fora de casa, é chover no molhado. O fato é que um resultado como o deste sábado, contra o Grêmio, por 4 a 0, não só deixa o time de Zé Ricardo com a terceira pior defesa do Brasileiro, mas também com traumas notáveis.

Na saída de campo, Jean chegou a citar a falta de “competitividade” para justificar o revés, assim como Zé. Além de um time apático e inseguro, características que o técnico tentou alijar assim que chegou, o Botafogo se mostrou desorganizado defensivamente e um deserto criativo – um cenário pós-Copa do Mundo que teima em assombrar.

– A gente não competiu. Enquanto uma equipe em de resultado importante na Libertadores, motivada, a gente não equilibrou nesse aspecto – disse Zé, que comandou a pior atuação do Glorioso sob a sua direção.

Ou seja, recuou “duas casas para trás”, mesmo vindo de uma convincente vitória, com uma semana cheia para afinar a engrenagem e pontuar em Porto Alegre. A tarde foi tão desastrosa que só dá para pincelar algo de positivo no caso de muita boa vontade com Erik. O atacante, somente em seu segundo jogo pelo Botafogo, foi o único que se mostrou lúcido, com boas iniciativas, principalmente após o intervalo.

Não dá para dizer que o placar seria o mesmo se não houvesse a lambança de Yago ainda nos minutos iniciais, em lance tratado por Zé como “inusitado”. Será necessária uma cobrança dura para reagir já na quarta-feira, diante de seu torcedor, contra o Cruzeiro – outro time que compete como poucos no Brasil.

Fonte: Terra