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Botafogo tem ano trágico, mas mostra esperança com ‘luz no fim do túnel’

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Apesar de ainda não constar na pauta oficial, o Botafogo deverá ser julgado pelo TRT (Tribunal Regional Trabalhista) no próximo dia 6. Não tem nada definido, mas a expectativa para voltar ao Ato Trabalhista é grande. Mais que isso. Ela representa uma luz no fim do túnel de uma temporada trágica para o Alvinegro. Além da interdição do Engenhão, as penhoras são o principal motivo para o clube agonizar financeiramente. Isso sem contar o desempenho dentro de campo: eliminado na Libertadores e Carioca e péssima campanha no Brasileiro.

Caso o pedido seja aprovado e o Botafogo retorne ao Ato Trabalhista, a crise financeira será bastante atenuada. Isso porque os credores com dívidas trabalhistas terão que respeitar uma fila para cobrar o Alvinegro, que, por sua vez, terá que destinar uma porcentagem de sua renda mensal para quitar essas dívidas.

Fora do Ato, o Botafogo viu 100% de sua renda ser penhorada pelos inúmeros credores, sem que houvesse uma fila. Dessa forma, o Alvinegro ficou sem o dinheiro e passou a atrasar os salários dos atletas. Alguns jogadores chegaram a ficar sete meses sem receber direito de imagem e contaram com a ajuda de torcedores influentes para minimizar o estrago.

Oficialmente o Botafogo afirma ter saído do Ato em julho de 2013 por já estar negociando um novo ato, em condições mais favoráveis, o que não ocorreu até agora. Extraoficialmente, no entanto, a história é diferente. Confiante na aprovação do refinanciamento das dívidas, o Alvinegro parou de pagar o Ato porque achava que não teria maiores consequências.

Recentemente, o Ministério Público do Trabalho concedeu parecer favorável ao retorno do Botafogo ao Ato Trabalhista, o que enche a diretora de otimismo para o julgamento do próximo dia 6 no TRT. Caso isso se confirme, o Alvinegro terá mais facilidade para manter os salários em dia, o que tem causado problemas desde o início do ano.

Apesar de ter saído do Ato Trabalhista em julho de 2013, os problemas estouraram mesmo na atual temporada. Em meio a disputa da Libertadores, os jogadores protestaram contra salários atrasados e sentaram durante alguns dias antes de cada treinamento. As reinvindicações só cessaram após a eliminação da equipe na competição internacional.

O clima pesado se manteve e a fase ruim do Botafogo dentro de campo se estendeu para o Campeonato Brasileiro. A situação ficou ainda mais complicada após o presidente Maurício Assumpção decidir reaparecer no clube – ele havia se afastado para evitar problema com jogadores. E ele voltou com muita polêmica ao anunciar a demissão de quatro titulares: Emerson Sheik, Bolívar, Edílson e Julio Cesar.

A sete rodadas do fim do Brasileiro, o Botafogo segue na luta contra o rebaixamento. A certeza da permanência na elite está longe de General Severiano. Mesmo assim, a esperança já pode ser percebida. Com a volta ao Ato Trabalhista, o Alvinegro poderá, aos poucos, retomar seu devido lugar no futebol brasileira e recuperar o prestígio abalado após uma trágica temporada que ainda não terminou.

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