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Botafogo tenta iniciar contra o Flamengo no sábado processo de recuperação

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Seja nas finanças ou na tabela do Brasileiro, a contabilidade alvinegra é alarmante. Em atraso com as vitórias e os salários, o passar do tempo deixa o clube cada vez mais longe dos 45 pontos que asseguram a permanência na elite sem combinações milagrosas. Com a derrota para o Coritiba por 2 a 0, anteontem, o Botafogo tem oito jogos, a começar pelo clássico com o Flamengo, amanhã em Manaus, para conquistar a metade dos 30 pontos que somou ao longo de 31 jogos. Segundo o matemático Tristão Garcia, o time, hoje, tem 77% de risco de ser rebaixado.

Numa época em que as verdades do futebol são demonstradas por números, só resta ao Botafogo apelar para o caráter humano e imponderável. Depois de passar por reabilitação na Série B em 2003, o alvinegro segue as receitas dos grupos de ajuda para evitar a recaída. Em vez de determinações definitivas, o desafio da sobrevivência é paulatino. Embora a necessidade de somar 62,5% dos pontos a disputar represente quase o dobro do seu aproveitamento total, de 32,5%, bastam dois pontos para respirar.

O movimento repete os passos de um dependente em recuperação. Após deixar de frequentar a zona de risco, a próxima etapa é se manter limpo.

Atacante de talento marcado por problemas com álcool e drogas, Jóbson encarna o dilema alvinegro. Em meio ao histórico de indisciplina do jogador e de inadimplência do clube, os direitos do homem são negligenciados diante do dever de salvar o time. Exposto a competir em alto nível, apesar da inatividade, Jóbson já está ameaçado de perder a posição.

— Vou reavaliar se é melhor ele começar jogando ou não. Nestas condições, o atleta acaba dosando demais ou então perde confiança com a sequência de erros, mas ele está melhorando — disse Mancini, sempre com um olhar positivo diante da evolução do jogador e do time.

No lugar do discurso otimista, a prática lembra que as desconfianças vão além do desempenho de Jóbson. A dificuldade que os jogadores têm para acreditar nas promessas da diretoria é a mesma que impede o torcedor de ter fé nas declarações de Mancini. Depois de anunciar sucessivas vezes uma virada, que não se confirmou na rodada seguinte, agora o técnico sustenta que o abalo pela derrota em Curitiba ficou para trás:

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— Nós permitimos o desânimo apenas depois do jogo. Passada meia hora já temos que pensar no Flamengo. Não adianta ficar chorando. O futebol nos dá novas oportunidades. Os jogadores têm emocional para isso. Temos que voltar a vencer rapidamente, e o clássico é um bom momento para isso.

Lições de 1997

A oportunidade é proporcional ao risco. Com a vida praticamente resolvida no Brasileiro, o Flamengo deve entrar com o time misto para ter a força máxima na Copa do Brasil. Algoz do maior rival nessas circunstâncias, quando a vitória dos seus reservas por 1 a 0 eliminou o time de Romário do Carioca de 1997, o Botafogo precisa evitar o lugar de vítima. A transformação começa por assumir a responsabilidade e viver um dia de cada vez. Entre o “nunca mais” e o “para sempre”, ainda há espaço para o Botafogo de Jóbson driblar as determinações definitivas e cumprir os oitos passos da recuperação. Só por hoje.

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