Um time que passou a atacar muito, toma a iniciativa do jogo, supera os rivais em posse de bola, mas não convence completamente e ainda por cima dá espaços na defesa. O Botafogo tem muito a resolver internamente para avançar à final do Estadual: a busca por aprimoramento na marcação e nas finalizações.
O Alvinegro trata bem a bola, a exemplo do que ocorreu contra o Fluminense, mas o desempenho em clássicos é pouco animador: cinco jogos, uma vitória, um empate e três derrotas. Uma ótima hora para solucionar isso é amanhã, às 21h45, na semifinal contra o Flamengo.
Como os últimos três jogos do Botafogo foram clássicos, dá para fazer um raio-x mais recente: nas três ocasiões, a posse de bola alvinegra foi maior do que a rival, sendo a derrota para o Fluminense (cheia de gols perdidos) o jogo com maior diferença em relação ao adversário (58% contra 42%). Ao mesmo tempo, o time sofreu oito gols em três jogos, uma média de 2,6.
— Até pelo fato de o Flamengo ter a vantagem do empate, temos que fazer um jogo mais concentrado lá na frente, caprichar na hora de botar a bola para dentro. Mas também na parte lá de trás, temos que ter atenção redobrada — analisou o volante Rodrigo Lindoso.
Especificamente em relação ao reencontro com o Flamengo, um jogo que tem gerado faísca dentro e fora de campo, Lindoso considera que é importante deixar as confusões e derrotas (foram duas em 2018) no passado.
— Essa semifinal do primeiro turno não dá para ficar remoendo. Era um outro treinador (Felipe Conceição). Não vale ficar buscando coisas lá atrás. Alberto pediu para apagar o que aconteceu — completou o volante, citando que, no segundo encontro (já pela Taça Rio), a derrota veio com gol irregular do Fla.