Segundo jogo, segunda derrota, ambas por 2 a 0. As coincidências para a trajetória de Marcos Paquetá no Botafogo seguem, uma vez que nos dois revezes gols contra a sua meta saíram logo nos minutos iniciais. Contudo, diferente do que ocorreu em São Paulo, neste sábado, diante do Flamengo, a organização do Glorioso deixou a desejar. E longe desse ser o único problema.

Para iniciar o clássico, Paquetá optou por três volantes, o que não simboliza retranca. Mas o que se viu na prática foi um meio-campo previsível e sem mobilidade, que deixou espaços e que foi pouquíssimo agressivo na marcação. Do outro lado, a qualidade de setor rubro-negro fez duas bolas chegarem na lateral direita da defesa alvinegra e decidirem o duelo de forma relâmpago.

O treinador frisou que o empenho esperado na pressão para recuperar a bola, esta melhor cuidada pelos rivais, só ocorreu após a parada para atendimento a Jefferson. O fato é que o Botafogo só “entrou” no jogo na reta final do primeiro tempo, quando passou a subir as linhas de marcação e a arriscar de fora da área. Moisés e Valencia foram os que mais tentaram com afinco.

– Talvez tenha sido uma decisão (entrar com três volantes) que eu tomei de bloquear o meio deles. O nosso posicionamento custou a encaixar com a marcação, até pelas trocas que o Flamengo fez no setor. Eles vieram diferente. Depois do atendimento ao Jefferson, com uma parada, conseguimos melhorar isso – comentou o treinador, em entrevista coletiva após o jogo no Maracanã.

Paquetá também falou que o erros em nova derrota “amadurecem” o elenco, que o próprio salientou estar conhecendo melhor apenas com os jogos. O que se viu neste sábado foi uma involução do curto trabalho do treinador de 59 anos, que, inegavelmente, já passa a sorver um sinal de alerta.

O próximo adversário é a Chapecoense, que briga para não cair. O Brasileiro do Botafogo, ao menos por agora, com uma nova filosofia implantada e um elenco que em boa parte possui reforços que ainda não corresponderam (vide Luiz Fernando, Aguirre, Renatinho, João Pedro e Marcelo), passa a ser de “decisão” a cada rodada, como se via em 2016, pois muita desconfiança pode trazer uma pressão que canalize ainda mais as limitações do time da Estrela Solitária.

Fonte: Terra