Brenner chegou ao Botafogo envolvido na negociação com Camilo com o Internacional. Os clubes dividiram os direitos econômicos e, juntos, mantêm interesse no futuro do jogadores. Apesar disso, Colorado e Alvinegro não o querem nos seus elencos.

Ainda que não consiga efetivar a contratação de Luiz Adriano ou não renove com Leandro Damião, o centroavante cedido ao Botafogo em 2018 sequer é cogitado no Beira-Rio.

Muito por seu comportamento. Brenner chegou ao Inter egresso do Juventude em 2016 e não foi aproveitado no ano do rebaixamento vermelho. Já mostrou sua insatisfação na época e ameaçou ir embora.

Ficou e ganhou status no início do ano seguinte, quando chegou a marcar 13 gols em 12 jogos. Porém, a partir daí, simplesmente parou de balançar as redes e amargou um jejum de 14 partidas até sua transferência para o Botafogo.

Só que antes disso, quando perdeu espaço no time titular, conversou abertamente com outras equipes. Jantou com representantes do Nantes, da França, esteve reunido com empresários da Alemanha, e tratou de procurar outro clube ainda antes de ter segura saída do Colorado. Tais atos mostraram total incompatibilidade com o contexto enfrentado pelo clube, que disputava pela primeira vez na sua história a Série B.

No Alvinegro pela negociação que também envolveu Camilo no sentido contrário, Brenner sublinhou a imagem negativa que o Inter tinha dele no confronto entre os dois times pelo Campeonato Brasileiro deste ano, em novembro.

Brenner simulou faltas, debochou de ex-companheiros, ignorou cobranças, provocou discussões na vitória por 1 a 0 do Botafogo. Desagradou, e muito, o grupo do qual poderia até fazer parte novamente um dia.

“Eu acho que nós, profissionais, temos que ter uma relação de respeito. Quando se ganha ou se perde. Quando eu faltar, vou vir aqui e ir lá dentro e pedir desculpas. Agora já há uma tensão muito grande no jogo, e quando passa do ponto, de pessoas que você conhece, aflora um pouco. Mas é tudo dentro de campo, está tudo certo. Eu só peço respeito, que se saiba ganhar ou perder respeitando o adversário”, disse o técnico Odair Hellmann, que conhece Brenner da época em que era auxiliar no Inter.

No Botafogo, Brenner vive situação diferente da do Inter. Ele tem ótimo trânsito com jogadores e dirigentes, mas vê relação desgastada com a torcida. Isso porque o camisa 9 teve bom desempenho no Carioca, mas foi muito irregular no Brasileiro, quando encarou alguns períodos de seca.

Além disso, ele tem custo parecido com o de Kieza, com contrato até o fim de 2019. O Botafogo, então, abriu mão de Brenner e deve buscar nova opção no mercado da bola. Aguirre ainda tem vínculo de empréstimo até junho e se pode brigar por posição se ficar.

Brenner tem contrato com o Inter até 31 de dezembro de 2020, e o Colorado espera negociá-lo, seja em novo empréstimo ou em definitivo. A meta é utilizar os jogadores que tiveram algum destaque em 2018 como “moeda de troca” em para chegada de reforços.

Fonte: UOL