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Carlos Alberto nem precisou brilhar em campo para virar referência no Botafogo

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Em fase final de recuperação de uma lesão no tornozelo, Carlos Alberto entrou em campo no decorrer do primeiro tempo na última quarta-feira, no duelo contra o Palmeiras. Do banco de reservas do Maracanã, o meia do Botafogo aguardava uma chance no time titular, que só chegou graças a um problema muscular de Fabiano. Ainda fora de forma, teve uma atuação apenas discreta. A ausência de brilho em campo, no entanto, não abalou o status do jogador, que se tornou intocável para comissão técnica e unanimidade nos bastidores de General Severiano.

Com um currículo recheado de polêmicas, Carlos Alberto parecia mais um componente explosivo no caldeirão alvinegro nos últimos meses. Mas veio justamente do experiente meia um comportamento que surpreendeu a todos no clube.

Recém-chegado do Goiás após uma rescisão confusa com o Esmeraldino, onde só jogou seis vezes em cinco meses, o meia era considerado uma aposta de risco. Porém, com um jeito de paizão e o comprometimento com os treinos, o cenário foi revertido.

Primeiro a chegar aos treinos no Engenhão e último a deixar o local após as exaustivas sessões de fisioterapia para se recuperar do problema no tornozelo, Carlos Alberto se aproximou dos mais jovens, serviu como elo entre elenco e diretoria e deixou de ser um “medo” para os comandantes do clube. Pelo contrário, foi apontado pela cúpula como um jogador que deveria ser mantido no elenco.

A prova da nova fase do complicado Carlos Alberto ocorreu na última semana. Ao decidir dispensar nomes como Emerson Sheik, Bolívar, Edilson e Júlio César, o presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, nem sequer cogitou incluiu o camisa 19 na lista. Para o mandatário, bem como para a comissão técnica, o meia era visto como esperança para evitar problemas ainda maiores.

“O Carlos Alberto tem tudo para ampliar sua liderança no elenco após a saída desses medalhões. Ele tem se comprometido muitos nos treinamentos e agrega muito com sua experiência neste momento. É um jogador cascudo e que tem se esforçado para retomar aquele futebol que todos conhecemos. Contamso muito com ele”, disse o técnico Vagner Mancini.

Além do comportamento dentro do clube, uma nova rotina fora dos muros do Engenhão também explicam um Carlos Alberto mais tranquilo. As incursões em festas badaladas nas noites do Rio de Janeiro foram substituídas por jantares em família e com amigos. As presenças em uma igreja da Barra da Tijuca também se tornaram mais frequentes na vida do jogador.

O comportamento se fazia necessário, uma vez que o jogador que chegou a conquistar títulos como o Mundial Interclubes e a Liga dos Campeões poderia ver a carreira perto do fim em caso de novas polêmicas.

O desafio agora é reencontrar o bom futebol, invertendo uma lógica que parecia natural em sua carreira, que sempre tinha gols em campo e problemas fora dele. Para isso, no entanto, a diretoria tem paciência.

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