Enquanto Rodrigo Aguirre dá os primeiros passos para tornar-se ídolo do Botafogo, lá em Belém (PA), Renan Gorne também tenta pavimentar o seu promissor futuro para voltar por cima ao Glorioso. Cedido ao Paysandu até o fim do ano, o jovem contou ao LANCE! o que tem passado no Norte do país.

Com apenas um jogo profissional pelo Alvinegro, cuja escalação se deu graças a Jair Ventura, Gorne ainda não é absoluto no Paysandu. Mas a passagem tem sido “proveitosa”, com o seu primeiro gol em terras tupiniquins na bagagem.

– A passagem tem sido bem proveitosa, estou treinando bastante, me dedicando muito. Sempre que o treinador tem precisado eu tenho correspondido bem. O que mais me chamou a atenção aqui foi a paixão do povo com o futebol. São alucinados mesmo, chega a impressionar. Tanto os torcedores do Paysandu, como os do Remo também.

Aos 22 anos, Renan Gorne não escondeu o desejo que tem de voltar ao Botafogo mais para frente, levando em conta o seu vínculo até 2019. No clube carioca, cabe destacar, viveu o seu melhor período em 2016, quando foi campeão carioca sub-20, do Brasileiro da categoria e marcou 31 gols na base.

– Acompanho o Botafogo sempre que consigo. Tenho amigos lá e fico feliz de vê-los bem e que estão dando conta do recado. Meu contrato com o Botafogo vai até o fim de 2019. Espero que um dia até lá eu tenha a oportunidade de poder jogar e dar sequência no meu trabalho, ajudando o máximo – disse Renan, que também já foi emprestado ao North Carolina FC, equipe da NASL, liga paralela do futebol dos Estados Unidos.

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Por que acha que não tem tido chances com frequência no momento?
Acredito que seja pela fase vivida com quem eu concorro pela posição. Todos que tem jogado tem ajudado muito, cada um da sua maneira. Todos os jogos que entrei fui bem. Tenho que buscar trabalhar para sempre que o Dado (Cavalcanti) precisar eu ajudar da melhor forma. Obviamente que quando a gente joga a confiança vem e as coisas saem com naturalidade, procuro me manter tranquilo e adquirir confiança diariamente

Como vê a pressão da torcida após o vice para o maior rival? Houve muita cobrança nas ruas?
Na época do Estadual foi bastante difícil, RePa é um campeonato à parte. Tem torcedor que prefere só ganhar RePa, e esse ano não tivemos êxito em nenhum deles (quatro jogos e quatro derrotas, inclusive nas finais estaduais), a pressão foi absurda, mas não foi por isso que deixamos de acreditar no trabalho. Hoje somos campeões da Copa Verde novamente!

Como foi a comemoração do primeiro gol pelo Paysandu?
Fiquei muito feliz, tirei um peso enorme das costas, até então havia atuado pouco, e ainda assim pude marcar o gol com poucos minutos jogados (contra o São Raimundo). Eu estava procurando uma câmera porque no dia anterior havia sido aniversário do meu pai, mas na hora do gol os jogadores vieram me abraçar, e acabei não conseguindo fazer o que queria, mas foi bem legal.

Tem como resumir a passagem pelos EUA e falar sobre a importância dela na maturação da carreira?
Foi muito positiva. Ganhei confiança, cresci profissional, pessoal e culturalmente, e pude mostrar pra mim mesmo do que sou capaz. Fiz 6 gols sendo titular em 13 jogos, e depois de 5 anos conseguimos nos classificar para a fase de mata-mata da Liga chegando nas semifinais. Foi muito bom pra mim, e dei meu melhor pra buscar o máximo possível com o North Carolina FC.

E ainda sobre o Botafogo, tem tido contato com jogadores do clube carioca daí? E membros da diretoria?
Pouco, mas tenho. Sempre que dá eu entro em contato com alguns que subiram junto comigo. Da diretoria apenas o (Manoel, diretor da base) Renha me parabenizou quando marquei o gol. Ele sempre me acompanhou até mesmo quando estava nos EUA.

Fonte: Terra