Campeões mundiais, Tite enfrenta Oswaldo: ‘Privilegiados’

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Neste sábado, a partir das 21h, no Pacaembu, Corinthians e Botafogo estrearão no Campeonato Brasileiro. Uma partida que marcará um duelo todo especial dos treinadores, já que ambos alcançaram o topo do mundo comandando o Timão.

O primeiro, em 2000. O segundo, em 2012. Se Tite entrou para a história do Alvinegro de Parque São Jorge no ano passado como o homem que levou ao bicampeonato mundial, Oswaldo de Oliveira foi o responsável pelo primeiro caneco.

– Dois privilegiados, sim. Um título mundial é uma coisa extraordinária, o máximo que um profissional tem. Tivemos a felicidade de ter isso pelo Corinthians, por essa responsabilidade toda de grande clube. Mas é Corinthians x Botafogo, não será um Oswaldo contra Tite – disse o corintiano, à reportagem, na sexta-feira.

Ele, que faz 52 anos neste domingo e quer a vitória de presente, soube comandar uma equipe sem tantas estrelas, mas focada taticamente, que corria mais do que seus adversários e acreditava naquilo que o comandante dizia. Já o atual treinador do Botafogo chegou ao título mundial sabendo levar um elenco recheado de jogadores experientes e considerados acima da média, que atuavam “por contra própria” e ganhavam jogos com certa facilidade.

Mas está bastante enganado aquele que pensa que seus estilos foram diferentes para chegar ao topo do mundo pelo Timão. A postura de “paizão” sempre fez parte do dia a dia de Oswaldo e Tite. Em 2000, os atletas corriam pelo então jovem professor, que ainda engatinhava na profissão. Por outro lado, conseguiam regalias e folgas do “papai”.

– Tinha rivalidades dentro do grupo. Marcelinho, Edilson e Rincón não se falavam entre si. A primeira coisa que eu fiz foi pacificá-los – lembrou Oswaldo, em entrevista ao LANCE!Net em maio do ano passado.

Com o gaúcho, no cargo desde 2010, não foi diferente. O Corinthians chegou ao bicampeonato mundial com um elenco que acreditava em cada palavra de seu comandante, que tirou um titular da semifinal e foi elogiado por quem tinha sido retirado da equipe. O “paizão”, no estilo pastor, soube levar seus atletas ao limite para bater o poderoso e rico Chelsea, da Inglaterra. Não há como negar essa coincidência…

– Essa forma de representação do carinho da torcida, o corintiano passa essa vibração e nós, profissionais que ficamos no banco, não conseguimos ficar insensíveis a isso. Falei com (Carlos Alberto) Parreira esses tempos e ele disse: “Tenho um carinho muito especial pelo Corinthians”. Quem passa como técnico por esse clube não fica insensível a esse carinho da torcida – completou.

Vale ressaltar que Oswaldo e Tite chegaram ao topo, mas com caminhos distintos no Parque São Jorge. O carioca brilhou na primeira passagem e, quando voltou, foi mal. O gaúcho, que não brilhou na primeira passagem, agora virou referência. Ambos, porém, serão inesquecíveis para a Fiel.

Fonte: Lancenet!

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