A semifinal contra o Flamengo, na última quarta-feira, foi o primeiro jogo de Joel Carli sob o comando de Alberto Valentim. Após ficar na reserva durante toda a Taça Rio, o zagueiro retomou a parceria do ano passado com Igor Rabello e foi bem. Amanhã, na primeira partida da decisão do Carioca, contra o Vasco, ele segue titular.

— Não tive problemas em ficar no banco. O Valentim é muito profissional. Ninguém gosta de ficar de fora, mas eu tinha que trabalhar para conquistar minha vaga no time titular. Na semifinal veio a oportunidade — comentou Carli.

Fã de equipes que fazem marcação alta, Valentim já chegou ao Botafogo explicando que preferia ter zagueiros rápidos. Com essa justificativa, Marcelo Benevenuto ganhou a vaga do argentino. Porém, assim que o Botafogo começou a enfrentar dificuldades na bola aérea, a torcida passou a cobrar sua volta. Na semifinal da Taça Rio, justamente contra o Vasco, apesar da vitória por 3 a 2, o Botafogo tomou dois gols em escanteios.

— Eu sei que não sou um zagueiro muito veloz, mas estou sempre trabalhando para melhorar. Os comentários que acontecem não me deixam chateado. Eu escuto as críticas e tento melhorar — analisou Carli em relação à preferência de Valentim por defensores rápidos, com facilidade em disputas no um contra um.

Além de bom no jogo aéreo, Carli carrega consigo outra fama: de ser um atleta que vai sempre melhor nos jogos do que nos treinos. Questionado sobre a situação, ele mostrou bom humor.

— Minha motivação é jogar. Treino é um pouco chato (risos). Sei que faz parte, treinamos para melhorar, mas é minha forma de ser. Na Argentina eu já era questionado por isso. Não posso entrar em uma dividida no treino do mesmo jeito que em um jogo — brincou.

Satisfeito ou não, Carli esteve no treino do Botafogo na tarde de ontem e teve companhia de Kieza e Matheus Fernandes, que estão recuperados de lesão e devem ser relacionados para o primeiro jogo da final.

Fonte: Extra Online