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Cavadinha, defesa, talismã e ‘ligação’: Botafogo levava Carioca inesquecível há 10 anos

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Por FogãoNET

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Cavadinha, defesa, talismã e ‘ligação’: Botafogo levava Carioca inesquecível há 10 anos
Fernando Soutello/AGIF/BFR

Na frente, uma cobrança de pênalti com a leveza e ousadia de um atacante ‘Loco’. Atrás, a firmeza nas mãos que fez o goleiro Jefferson ser capaz de parar um Imperador. No lugar mais alto do pódio, um Botafogo que deixava para trás traumas recentes e pintava o Rio de Janeiro de preto e branco novamente. Há 10 anos, todos esses elementos estiveram unidos no Maracanã lotado, em tarde inesquecível aos torcedores do Glorioso.

O título veio depois de três frustrações seguidas, quando chegou às finais de 2007, 2008 e 2009, mas havia perdido todas para o Flamengo. A rivalidade entre os clubes tinha ficado ainda mais à flor da pele naquela época e um triunfo alvinegro era necessário para tirar o peso de, talvez, toda uma geração.

Vale lembrar que o Carioca veio após a conquista da Taça Guanabara e Taça Rio — à época, se um time vencesse os dois turnos, era campeão automaticamente —, algo que não acontecia desde 1998, com o Vasco.

Aquela conquista fez alguns nomes ficarem gravados na memória dos alvinegros. Loco Abreu, Jefferson, Leandro Guerreiro, Antônio Carlos, Joel Santana… Mas, em meio a jogadores que colocavam mais uma taça na prateleira, um jovem celebrava o primeiro título e ganhava destaque no cenário nacional.

Caio: talismã do Botafogo

Uma década depois, Caio Canedo, ou Caio “Talismã”, como ficou conhecido, está no Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos. Ele ressalta a importância que aquela conquista teve para a carreira, que na ocasião ainda começava, e lembra que ela veio após, talvez, de um dos maiores vexames do Botafogo.

“Aquele título de 2010 é marcante na minha carreira e levo comigo até hoje. Pelo carinho que recebi e sempre venho recebendo da torcida botafoguense, por ser um dos mais jovens do elenco, pelo impacto que tive. Tinha uns 19 anos e pude ser peça importante naquela caminhada. Foi um time de guerreiros. Nos juntamos e formamos uma família dentro e fora de campo”, disse, ao UOL Esporte, o atacante, que completou:

“Foi, sem dúvida, muito marcante. Até pela forma que foi. Vínhamos de um revés para o Vasco, uma goleada de 6 a 0 no Engenhão. Depois disso, o Joel [Santana, treinador] chegou e alavancou para o título. Da maneira que foi, a história é bem bacana e vou levar para a minha carreira toda”.

Papai chega ao Botafogo

A chegada de Joel Santana, que substituiu Estevam Soares, mudou o panorama do Alvinegro na competição. Com o já conhecido jeito irreverente, o ‘Papai’ arrancou risadas do elenco antes mesmo da primeira palestra.

“O Joel, todo mundo sabe, é um cara bem bacana, brincalhão… Um papai de verdade. Excelente profissional. O Joel assumiu e o jogo seguinte era contra o Tigres. Estávamos na academia e ele seria apresentado para conversar com o elenco. Ele já chegou gritando: ‘Eu não quero saber se a gente vai jogar contra jacaré, contra o morcego, lagartixa, nós temos de ganhar’. Aí, alguém gritou: ‘É Tigres, professor Joel’. E ele: ‘É isso aí, Tigres. Mas não quero saber’ e todo mundo caiu na gargalhada”.

Caio, inclusive, caiu nas graças do treinador e se tornou um 12º jogador, sendo opção constante a um ataque formado por pelo uruguaio Loco Abreu e o argentino Herrera. O jogador passou a entrar no segundo tempo e fazer a diferença. Não à toa, ganhou o apelido de ‘Talismã’.

“O apelido foi bacana. É um apelido carinhoso, que a torcida do Botafogo me chama até hoje. Pegou bastante. Até mesmo em outros clubes o pessoal usou e eu levo com carinho porque sei que veio com muito amor da torcida do Botafogo”, apontou.

Jefferson, o paredão alvinegro

Se, no ataque, surgia um xodó, no gol, nascia um ídolo. Jefferson, que havia defendido o Glorioso entre 2003 e 2005, retornava em 2009 em meio à certa desconfiança, após passagens por Trabzonspor e Konyaspor, ambos da Turquia.

Naquela final, porém, defendeu um pênalti cobrado por Adriano, um dos destaques da conquista do Fla no Brasileiro de 2009, e, a partir dali, começou uma caminhada que o fez chegar à seleção brasileira. Jefferson se aposentou na temporada de 2018 e, hoje, é um dos jogadores retratados em um muro em frente à sede do Glorioso.

“Eu voltei para o Botafogo em 2009 e aceitei receber bem menos. Fiz uma boa reta final e renovei meu contrato. Então, o Carioca era importante também para mim nesse sentido. Tinha que mostrar serviço. E acabou mudando minha vida. Peguei o pênalti do Adriano e fomos campeões em cima do Flamengo. Foi ali que tudo começou a dar certo para mim. Tive minha primeira convocação com o Mano Menezes e virei referência para a torcida”, recorda.

Antônio Carlos e a frase na preleção

Conquistar o Carioca não era novidade para Antônio Carlos, que, inclusive, foi o herói do Fluminense no Estadual de cinco anos antes. O zagueiro lembra a pressão sobre o time alvinegro para que aquele título sobre o rival se tornasse realidade.

“O Botafogo vinha de três anos consecutivos que tinha perdido para o Flamengo na final e, quando chegamos àquela decisão, ouvíamos o pedido dos torcedores pela vitória. Tinha muita gente também chegando ao clube e querendo se firmar. O próprio Loco Abreu, que teve um sangue frio danado para cobrar aquele pênalti de cavadinha (risos). A felicidade é grande. É um título que vai ser sempre muito lembrado.”

Antônio Carlos recordou ainda de uma frase usada na preleção, pouco antes de o time ir a campo, e que foi até motivo de ‘cobrança’ da torcida anos depois.

“Eu falei: ‘Temos de ganhar esse título para, daqui a 10 anos, um ligar para o outro e poder comentar’. Até colocaram um trecho disso no canal do Botafogo e teve torcedor me perguntando se eu liguei para o pessoal. Falei que tinha ligado porque ainda tenho muitos amigos daquela época”, disse, com bom humor.

Em 2018, o zagueiro voltou a atuar ao lado de Loco Abreu. Eles estiveram juntos no Magallanes, do Chile.

“Jogamos na segunda divisão do Chile. Campeonato bom, gostei de lá. Infelizmente, não me adaptei muito e tive duas lesões, que foi um coisa que me atrapalhou bastante”, apontou.

Fonte: UOL

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