“Presidente, o clube já estimou o valor do prejuízo do Botafogo com a interdição do Estádio (Nilton Santos)? Há previsão para responsabilizar os envolvidos, por conta do prazo prescricional da ação?”, perguntou Luís Rogério.

CEP: “Esse processo de avaliação dos prejuízos que o Botafogo sofreu não é um processo simples nem fácil, pois envolve um período de interdição, e, inclusive há uma ação judicial envolvendo as empresas que construíram o estádio e empresas que fizeram a reforma da cobertura, especificamente. O Botafogo está no processo de levantamento daquele momento, e posteriormente o processo desdobrou-se ao longo do ano de 2015 e o estádio só foi liberado em partes, e tivemos também esse time de prejuízo. É claro que vamos trabalhar para tentar mover a defesa dos direitos do Botafogo o mais rápido possível, e infelizmente temos como horizonte, no caso da Prefeitura, de receber um precatório no final, então não é uma coisa que vá nos trazer um alívio financeiro imediato, mas é um direito do Botafogo, e pode ter certeza que essa diretoria em momento algum vai deixar de brigar pelos direitos do Botafogo”.

“O Senhor tem alguma solução para um CT pro clube, lembrando que tivemos um terreno doado pela prefeitura em um local de difícil aterramento, por qual motivo não barganhar outro lugar? O investimento que seria usado em Caio Martins não poderia ser utilizado nessa construção?”, indagou Jader, de Sobradinho, no Distrito Federal.

CEP: “Com relação a esse terreno que foi cedido em determinado momento, e não foi doado, enfim, teve direito de uso cedido ao clube, com uma série de contrapartidas, que, quando chegamos ao clube no final de 2014, já estavam vencidas, inclusive um termo bastante complicado de se implementar um CT lá, exclusivo, de abrangência necessária para atender todas as categorias do clube. É um terreno em torno de 40 mil metros quadrados, que precisa de um investimento significativo para realização de aterro, coisa que o clube atualmente não conta. Estamos atuando com nosso Centro de Treinamento em General Severiano, além dele, recuperamos o gramado de Caio Martins, do qual, dispomos ainda de oito anos de utilização e devemos estar atentos a possibilidade de implementar um CT próprio do Botafogo, mas realmente dependeremos da captação de recursos novos, uma vez que o clube ainda apresenta muitos compromissos, uma situação financeira delicada, cujo o respeito ao orçamento e ao pagamento de Ato Trabalhista e despesas de ProFut, que hoje consomem quase dois milhões por mês de tudo que o clube arrecada. Então, estamos cientes da importância de um CT para o clube, mas a questão é o momento que teremos disponibilidade desses recursos para fazer um investimento que não represente riscos para as finanças do clube”.

Fonte: Site do Botafogo e Rádio Botafogo Oficial