Em um momento conturbado no futebol, apesar da liderança na Série B, o presidente do Botafogo Carlos Eduardo Pereira tem recebido críticas, mas não as deixa passar. Ele responde a maioria. Ele contestou a postura de Marcelo Guimarães, candidato derrotado na última eleição.

– Ele nunca me apresentou uma proposta, nada de concreto. O retrospecto dele no clube deixa muito a desejar. Concorreu à eleição e perdeu. Quando você concorre e perde, ou você quer colaborar ou espera a próxima eleição para concorrer. Fora isso, é choro de perdedor – afirmou Pereira ao site “Lancenet!”.

Confira trecho do artigo publicado por Marcelo Guimarães:

O QUE QUEREMOS É UM BOTAFOGO FORTE

‘É inegável que as condições encontradas no Clube eram muito complicadas. O ex-presidente Mauricio Assumpção, especialmente em função do desmanche e dos desmandos ocorridos em seu segundo mandato, deixou o Clube profundamente desestruturado. Mas é inegável, também, que essas condições eram públicas e todos os pré-candidatos tinham plena consciência das dificuldades e era fundamental que tivessem um plano para fazer frente a tantas urgências.

O Presidente Carlos Eduardo Pereira, passa credibilidade e se expressa com equilíbrio, educação e clareza, mas isso não nos parece o bastante. Em uma análise mais profunda, despida de emoções e bravatas, temos a sensação de que, além de faltar projeto executivo, faltam projetos que sinalizem perspectiva de futuro.

Vemos o Clube sendo tocado exclusivamente por voluntários, sem dedicação exclusiva e não remunerados. À exceção do futebol, que é tocado por profissionais remunerados, ao que sabemos, todo as outras áreas do Clube, são tocadas por voluntários que têm outras atividades profissionais, reproduzindo um modelo superado no futebol.

Nosso desafio visível, que toca a nossa alma de torcedor, é subir para a primeira divisão, e esse é o nosso foco, mas precisamos subir com um mínimo de vigor. O desafio de subir em meio a tantas dificuldades já é muito grande, mas lamentavelmente, se não nos prepararmos já, para o momento seguinte ao nosso acesso, corremos um enorme risco de entrarmos em uma era de profunda instabilidade de performance, com severos impactos sobre o nosso maior amor imaterial.’

Fonte: Lancenet!