Matheus Fernandes foi vendido ao Palmeiras por 3,5 milhões de euros (cerca de R$ 15,5 milhões) ao Botafogo. O Glorioso ainda ficou com 25% dos direitos econômicos do jogador. No entanto, o montante não foi suficiente para equilibrar as finanças. A tendência é que mais um atleta seja negociado. Provavelmente este jogador será Igor Rabello. O defensor é cobiçado pelo Atlético Mineiro. A última notícia é que o Galo teria oferecido R$ 13 milhões mais o zagueiro Gabriel.

Nesta sexta-feira (28), em entrevista à Rádio Brasil, o ex-volante do Botafogo, Carlos Alberto Santos, comentou a venda de Matheus Fernandes e a possível negociação de Igor Rabello. Para o ex-jogador, o primeiro oscilou na temporada, já o segundo tem potencial para crescer ainda mais. Por conta da situação financeira do clube, o ex-atleta entende que se o Glorioso conseguir vender o zagueiro por um bom valor e permanecer com uma parte dos direitos econômicos do mesmo, pode ser um bom negócio.

“A necessidade faz cobra engolir sapo, meu pai dizia isso. O torcedor, então, fica com esse sentimento atravessado na garganta. Pô, vender aquelas pratas da casa que estão produzindo. O Igor tem produzido bem, o Matheus oscilou um pouco mais. O Igor, na verdade, impactou mais, a meu ver. Mas esperamos que o Igor desenvolva mais, cresça mais. De qualquer forma eu torço muito pelos dois, porque eu passei por isso. A gente sempre fica torcendo para que o jogador deslanche na carreira, que ele tenha uma carreira progressiva, que esteja produzindo permanentemente. E esperamos que com essa saída, possa resolver bastante à situação financeira e é claro, torcer que outros valores estejam surgindo. Na atual conjuntura do futebol botafoguense, não tem como, às vezes, você ficar segurando. Precisa ter recurso, ter essa agilidade para fazer dinheiro e seguir em frente.”

Atual administração

O ex-volante não poupou críticas à administração de Maurício Assumpção. Para ele, a péssima administração do ex-presidente acabou dificultando ainda mais a gestão seguinte, de Carlos Eduardo Pereira, e a atual, de Nelson Mufarrej.

“As coisas positivas é claro que a gente vai estar sempre aplaudindo; os pontos a melhorar, esperamos que haja melhora. Botar o dedo na ferida é difícil, porque quem pega o clube como pegou essas últimas duas gestões, é uma situação muito difícil. Porque a administração lá do Maurício foi realmente foi calamitosa, foi muito irresponsável, foi de uma destruição enorme para o Botafogo. Então, as duas últimas, do Carlos Eduardo (Pereira) e agora do (Nelson) Mufarrej, não dá para ficar criticando muito. Espero que eles tenham jogo de cintura, agilidade, que outros botafoguenses entrem e ajudem, para seguir um caminho vitorioso.”

Jefferson, Gatito e Cavalieri

Em relação aos goleiros do Botafogo, Carlos Alberto Santos acredita que Jefferson, que se aposentou no final desta temporada, tinha condições de continuar atuando por mais três ou quatro anos. O ex-volante espera que Gatito construa uma história tão bonita quanto a do agora ex-arqueiro.

“São duas figuras de destaque na história recente do Botafogo. É claro que o Jefferson é longínquo, é quem mais atuou pelo Botafogo. É muito legal ver a história dele, e ver a que o Gatito está construindo. Eu, que já parei falei: “Pô, o Jefferson podia ir mais longe. Mais três ou quatro anos, sei lá”. Mas ele tomou a decisão. Eu espero que ele segure o coração, que ele aguente ficar fora e que ele seja feliz no pós-atleta, que encontre um caminho para seguir em frente, seja feliz com a família. E o Gatito, que possa construir uma história tão bonita quanto a do Jefferson.”

Carlos Alberto Santos elogiou Diego Cavalieri, que chega ao clube para ser o reserva imediato de Gatito, que ficará fora de algumas partidas por conta de convocações para a Seleção Paraguaia.

“Excelente aquisição. Eu acho até que é preciso valorizar os que já são mais maduros e que têm muito para dar ainda”, concluiu.

Fonte: Esporte 24 Horas e Rádio Brasil