Uma das grandes preocupações do Botafogo para a partida contra o Atlético-MG era o fato de Cícero atuar como zagueiro. Com a bola rolando, este provou-se ser, na verdade, um dos destaques do Alvinegro na derrota por 2 a 0 sobre o rival, que acabou se classificando às quartas de final da Copa Sul-Americana. Apesar do resultado negativo, o camisa 20 teve uma sólida atuação.

Já era esperado que o Atlético-MG tentasse atacar o lado esquerdo da defesa do Botafogo, setor ocupado por Cícero. Dentro de campo, os atletas do Galo viram um jogador com senso de posicionamento e tempo de bola praticamente irretocáveis. O natural meia pareceu, por 90 minutos, um zagueiro de origem.

Por jogar como primeiro volante, Cícero, até naturalmente, avançou mais no gramado do que um zagueiro em muitos momentos do jogo, principalmente no primeiro tempo. Esta, na verdade, acabou sendo uma das principais armas do Alvinegro na partida: quando tinha a bola, o camisa 20 aparecia com frequência no meio-campo, sendo mais um jogador responsável pela criação de jogadas e bom toque, confundindo a marcação do Atlético-MG, que não tinha marcação fixa para um zagueiro.

Cícero deu 53 passes, com 93% de acerto, e 82 toques na bola. Foi, de fato, um dos principais criadores do Botafogo quando o Alvinegro tomava conta das ações ofensivas da partida. Além disto, contribuiu com dez cortes pelo alto, duas finalizações, três faltas sofridas, um passe decisivo e uma interceptação decisiva, em um lance que Yimmi Chará estava em claras condições de marcar.

A boa atuação de Cícero pode ser um marco para o Botafogo. O desempenho provou, mais uma vez, que o meio-campista, apesar da idade avançada, é fundamental ao elenco alvinegro. Não à toa, ele vem sendo um dos titulares fixos desde a chegada de Eduardo Barroca, atuando como primeiro volante, à frente da defesa – posição em que deve voltar a atuar nas próximas partidas.

Fonte: Terra