Por necessidade financeira e pelo aproveitamento da safra campeã brasileira sub-20, a utilização de pratas da casa no time profissional do Botafogo é uma frequente. Tanto que são dois destes jogadores que despertam maior expectativa de venda futura: o zagueiro Igor Rabello e o volante Matheus Fernandes. Agora, mais um entra na lista dos valorizados: o lateral Marcinho.

Muitos foram pegos de surpresa quando o técnico da Seleção Brasileira, Tite, citou o jogador de 22 anos durante a primeira convocação após a Copa do Mundo. O alvinegro não esteve nesta lista, mas pode aparecer em breve.

Para um clube que passa por problemas financeiros, a venda de atletas é, abertamente, uma possibilidade bem-vinda. De acordo com o site especializado Transfermarkt, Marcinho está avaliado em cerca de R$4,5 milhões. Depois de um ano se recuperando de cirurgia no joelho direito, ele soma 29 partidas em 2018.

– Não só para uma eventual venda, mas daqui mesmo eles (jovens) podem conseguir vaga na Seleção. Mas precisamos estar nas cabeças, nas finais. A gente sabe que estando bem, uns garotos e até uns mais velhos, de 29, no caso, eu, podem ter chance – sorri Rodrigo Lindoso.

Matheus Fernandes, de 20 anos, já foi sondado pelo Barcelona, e tem multa rescisória de US$40 milhões (R$57.532.000 na cotação atual) para clubes do exterior. Já Igor Rabello, 23 anos, de geração anterior, é quem mais recebe ofertas. O Glorioso já rejeitou duas. E enquanto não vende suas revelações, o Glorioso tenta desenvolver e extrair o melhor delas.

– O Botafogo tem feito um trabalho de excelência na base e revelado grandes jogadores, que estão, cada vez mais, voltando a ser a espinha dorsal da equipe profissional. É um trabalho de longo prazo e que será muito potencializado com o novo CT. Estamos nos preparando para que o Botafogo seja novamente uma potência na revelação de grandes talentos do futebol brasileiro – almeja o vice-presidente de futebol do clube, Gustavo Noronha, ao LANCE!. E conclui:

– Marcinho, Igor e Matheus, titulares na nossa equipe, são a prova concreta de que estamos no caminho certo. Os elogios do Tite não foram por acaso e certamente só abrilhantam o trabalho de muita seriedade desenvolvido pelo Renha (Manoel, diretor de futebol de base) e por toda a comissão técnica (da base) já há algum tempo, inclusive com um título brasileiro, há dois anos.

 

Fonte: Terra