Ainda às 7h da manhã, o alvinegro Diego Souza e o cruz-maltino Rossi devem saltar da cama da concentração para um dia que pode ser de alegria para um dos dois. Nos vestiários do Nilton Santos, colocarão as camisas 7 de Botafogo e Vasco no corpo e depois entrarão em campo para se enfrentar no clássico carioca da sétima rodada do Brasileiro, às 11h.

Diego quebrou um jejum de nove partidas sem marcar na quarta-feira, pela Sul-Americana. A expectativa é que siga crescendo no embalo do trabalho do técnico Eduardo Barroca. Aos 33 anos, ele ainda está longe de mostrar o futebol que lhe rendeu sete partidas pela seleção brasileira, mas, se for capaz de chegar perto daquele jogador novamente, já estará de bom tamanho.

— Sabemos que vamos encontrar uma equipe de muita qualidade. É um clássico brasileiro, mas temos de seguir fortes em casa — afirmou Diego Souza.

No lado vascaíno, Rossi é um dos poucos jogadores que têm escapado das críticas da torcida. Ele participou decisivamente dos dois últimos gols marcados pelo Vasco. Só falta agora a primeira vitória da equipe, o campeonato já está na 7ª rodada. Poderá ser a primeira e a última com o atacante. Rossi tem propostas para deixar o Vasco. Ele está insatisfeito com salários atrasados e aguarda apenas o jogo de hoje para definir a situação com a diretoria.

O clássico de hoje poderá ser de tira-teima ou igualdade total. Em jogos no Nilton Santos, Botafogo e Vasco possuem as mesmas sete vitórias. Se o jogo terminar em empate, será o sétimo do duelo no estádio.

DESFALQUES

Na equipe alvinegra, há um desfalque certo e de peso para Eduardo Barroca administrar. Alex Santana sofreu pancada no tornozelo direito na partida contra os paraguaios, na última quarta-feira, e não se livrou das dores a tempo de estar em campo. Gustavo Bochecha é quem deverá atuar no lugar de Santana. O titular é o vice-artilheiro do Botafogo na temporada, com sete gols. Somente Erik, com nove, tem mais que o volante bom de pontaria.

Com nove pontos, o Botafogo tentará a vitória em casa para não se desgarrar do pelotão de cima do Brasileiro. A goleada de 4 a 0 na Sul-Americana dá confiança de que a equipe conseguirá o resultado dentro de casa.

— Temos que ter atenção, o clássico é definido em detalhes. Temos que brigar por todas as bolas, aproveitar a torcida. Fazer nosso jogo, ficar com a bola o máximo possível, criar as chances e aproveitá-las — afirmou o goleiro Gatito, que completará 100 jogos pelo Botafogo esta manhã.

Pelas bandas de São Januário, a ausência também é na cabeça de área, ainda que por motivos diferentes. Raul, com três cartões amarelos, está fora e obriga o técnico Vanderlei Luxemburgo a mexer na escalação que empatou com o Fortaleza em 1 a 1 na rodada passada. Depois dos testes durante a semana, todos envoltos de boa dose de mistério, o treinador escolheu Andrey para começar o clássico no Nilton Santos.

— Sabemos que contra o Botafogo, por se tratar de um clássico, empate não é ruim. Conquistando, é claro, as duas vitórias nos outros dois jogos em casa. Mas no momento não podemos pensar em empatar, pois desperdiçamos pontos importantes. Foram cinco que acabam fazendo falta para nós — afirmou Yago Pikachu, lembrando das outras duas partidas que o Vasco terá no Rio, contra Internacional e Ceará.

Em meio à crise interna, o presidente Alexandre Campello acertou a contratação de André Mazzuco para o cargo de diretor de futebol. Ele estava no Paraná e deve chegar ao Rio entre hoje à noite e amanhã.

Campello e a diretoria vivem a preocupação com a reunião do Conselho Deliberativo, marcada para amanhã à noite. A possibilidade de ser aberta uma sindicância para apurar irregularidades de Campello é real. Se o time perder hoje, a pressão cresce ainda mais.

Fonte: O Globo Online