A semana que marca o início do Carioca começou com seis estádios sem um ou mais dos quatro laudos necessários para receber partidas da primeira fase, que se encerrará no dia 6 de março. Numa verdadeira corrida contra o tempo, o Raulino de Oliveira (Volta Redonda), Trabalhador (Resende) e Conselheiro Galvão (Madureira) conseguiram as aprovações necessárias. No entanto, até sexta-feira, Moça Bonita (Bangu), Correão (Cabo Frio) e Bacaxá (Saquarema) ainda estavam em dívida com a documentação, segundo informa o próprio site da Ferj.

O Correão, por exemplo, recebe, neste sábado, Cabofriense e América, às 19h30m, mas o laudo de vigilância sanitária e de incêndio (LPCI) vencem no próximo dia 5. Este atraso na renovação dos laudos coloca em xeque a partida entre Cabofriense e Bonsucesso, pela terceira rodada. De acordo com a tabela da Ferj, além destes dois jogos, mais dois jogos estão marcados para o estádio de Cabo Frio ainda nesta primeira fase do torneio.

Já o Moça Bonita, inicialmente, seria o palco do confronto entre Botafogo e Bangu, neste sábado, às 17h. Mas o jogo teve de ser transferido para São Januário, pois o estádio do Zona Oeste ainda não tem o LPCI. É preciso correr contra o tempo para que esta situação não prejudique ainda mais o campeonato. Já que o estádio será o palco de dois jogos na terceira rodada: Madureira e Fluminense; e Bangu e Friburguense.

A receber jogos na quarta e quinta rodada (que acaba em 21 de fevereiro), Bacaxá também terá que regularizar sua situação com corpos de bombeiro (a LPCI vence no próximo dia 23) caso o Boavista queira jogar em casa contra o Botafogo na última rodada.

O número de estádios irregulares, no momento, pode ser ainda maior. Já que existe a possibilidade de o Botafogo mandar o jogo contra a Cabofriense, pela quinta rodada, no Caio Martins, que também está sem laudos. Provavelmente, o confronto será transferido para São Januário. O Nilton Santos também pode aumentar essa lista já que o está cedido pela Rio-2016 para receber as semifinais e final do torneio. Mas, para isto, o estádio olímpico teria que conseguir a aprovação da polícia militar e da vigilância sanitária.

Diante deste cenário, a Ferj admite que a situação “não é a ideal” e coloca parte da culpa nos clubes:

— Não é a situação ideal, mas não chega a ser preocupante. A primeira e a segunda rodada já estão definidas. Este ano é anômalo já que estamos sem nossos dois maiores aparelhos (NIlton Santos e Maracanã), mas os jogos olímpicos não apareceram agora. Infelizmente os clubes não se antecipam, mas vamos entregar um grande campeonato — disse Marcelo Vianna, diretor de competições da Ferj.

Fonte: O Globo Online