O clássico dos reservas não poderia ser disputado por clubes mais apropriados. Os técnicos Jair Ventura e Abel Braga adotaram o rodízio como lema e fizeram de Botafogo e Fluminense os cariocas que mais utilizaram atletas este ano — 31 de cada lado.

No Alvinegro, a equipe reserva ou mista atuou em cinco dos 16 jogos do ano. É quase um terço. O aproveitamento de 67% — três vitórias, um empate e duas derrotas — é superior ao do time titular, que tem 61% (seis vitórias, um empate e três derrotas).

É preciso, claro, contextualizar. Das cinco partidas com os reservas, quatro foram pelo Estadual, contra times pequenos. O único clássico foi a derrota por 2 a 1 para o Flamengo.

O jogador mais aproveitado foi o atacante Guilherme, que, se não marcou, teve boas atuações. Uma delas contra o Colo Colo, pela fase preliminar da Libertadores.

No Tricolor, o meia Marquinho e o atacante Marcos Júnior ocupam este posto. Com 15 partidas, são reservas que já atuaram mais do que muitos titulares. Os suplentes tricolores têm dado opções a Abel e feito sombra para os titulares. O time alternativo do Fluminense foi usado em cinco das 20 partidas — um quarto da temporada.

Embora o desempenho dos reservas (46,6%, sendo duas vitórias, um empate e duas derrotas) não seja tão bom quanto o da equipe principal (82,2%, com 11 vitórias e quatro empates), alguns jogadores vem se destacando de tal forma que já são cotados para o time principal, como o atacante Pedro e o volante Wendel.

Ainda que o jogo de hoje no Engenhão não tenha valor, não vai faltar motivação, graças a reservas tão empolgados. Ganha o torcedor.

Fonte: Extra Online