Reunidos num hotel da Barra da Tijuca, representantes do Comitê Olímpico Internacional (COI) avaliam que é necessária atenção especial com duas arenas das Olimpíadas do Rio: o velódromo, cujo ritmo das obras é alvo de preocupação há algum tempo, e o Estádio Olímpico, o Engenhão. A comitiva está na cidade desde segunda-feira, e a visita para avaliação e revisão dos projetos vai até quarta.

Em relação ao Engenhão, há um impasse de última hora. O COI quer que o estádio seja pintado no arco e nas partes sociais. Acontece que isso não estava previsto na obra tocada pela Prefeitura. Agora a questão é saber quem vai arcar com os custos dessa nova intervenção.

– O Engenhão é um estádio pronto, onde a cobertura está nova e pintada. Há outras formas de mexer na identidade visual do estádio. Não será com pintura. A Prefeitura não vai pintar, não vai ter pintura no Engenhão – afirmou o prefeito Eduardo Paes, discordando da ideia de que o Engenhão seja uma preocupação.

O Engenhão passou por reformas hidráulica e elétrica e também foi feita modificação na pista de atletismo, que ainda não está instalada. Essa reforma custa cerca de R$ 52 milhões. A colocação da pista, inclusive, começará a ser feita esta semana, segundo o prefeito, que garantiu não haver motivo de preocupação em relação ao prazo para o evento-teste do atletismo, marcado para maio. Houve ainda um trabalho de melhoria no sistema de drenagem do gramado. O Enegnhão vai sediar nos Jogos as competições de atletismo e algumas partidas de futebol.

O COI está preocupado também com o velódromo, e isso não chega a ser novidade. O Comitê Rio-2016 apresentou na reunião desta terça uma foto com a pista já colocada, mas ainda faltam o acabamento nela, além da colocação da arquibancada. Atrasos na obra do velódromo, que vai receber o ciclismo de pista, forçaram o cancelamento do evento-teste que deveria ter acontecido no mês passado.

METRÔ DA BARRA

No encontro com o COI o governo estadual repetiu que o metrô para a Barra da Tijuca (Linha 4) estará operando durante as Olimpíadas com todas as estações previstas, exceto a da Gávea, que ficou para 2018, como já tinha sido anunciado.

Em relação ao metrô há uma questão pendente. O governo convenceu o COI de que não será possível dar acesso grátis ao transporte para torcedor com ingresso para competição olímpica. Na Copa do Mundo de 2014 funcionou assim, e quem tinha entrada para as partidas do Mundial conseguia acesso grátis ao metrô. O governo alegou que as concessionárias tiveram prejuízo. Sendo assim, ainda será estudada e decidida uma fórmula para beneficiar os torcedores sem necessariamente garantir o acesso gratuito ao transporte.

– A discussão maior são as vias exclusivas de passagem de atleta e integração do BRT com o metrô. A gente sabe que vai ser no modelo de bilhete único, e agora estamos no ajuste prático de como o usuário comprar e os detalhes de operação – informou Eduardo Paes.

Da reunião com o COI participam governo do estado, Prefeitura e o comitê Rio-2016. Na visita aos parques olímpicos da Barra da Tijuca e de Deodoro os integrantes do COI ficaram bem impressionados com o que encontraram. Na avaliação deles, à exceção do velódromo e do Engenhão, os prazos estão de acordo com o esperado.

Fonte: O Globo Online