O reaparecimento de Carlos Miguel Aidar na presidência do São Paulo devolve ao clube tricampeão brasileiro entre 2006 e 2008 parte do prestígio e da liderança política perdidos nos anos do segundo mandato de Juvenal Juvêncio.

Em parte, porque a outra ponta é completada por José Maria Marin, presidente da CBF em seu último ano de mandato, cujo poder de influência é desnecessário esmiuçar.

A soberba e a pouca fidalguia do são paulino no anúncio em que confirmou a contratação do palmeirense Alan Kardec são apenas cartão de visitas.

Podem esperar: Aidar, um dos fundadores do Clube dos Treze, vem para assumir o papel de locomotiva do futebol brasileiro, até pouco tempo entregue ao corintiano Andrés Sanches _ cada qual por seus valores e características.

Não tenho dúvidas e o tempo vai mostrar, se é que os recentes “equívocos” da arbitragem no Brasileiro já não evidenciam.

Ex-presidente da OAB de São Paulo, bem articulado, advogado da CBF em certos casos, já conseguiu antecipação de receita da televisão e mesmo antes de vencer a recente eleição no clube trabalhou nos bastidores para a chegada de Alexandre Pato.

Os cariocas que se preparem.

Com uma Federação presidida por um dirigente esvaziado e os clubes, endividados, representados por cartolas sem poder de influência nos bastidores, 2014 será bem mais difícil…

FEDERAÇÃO DO RIO AVALIZA VINDA DE EMERSON SHEIK PARA O BOTAFOGO

Em termos domésticos, o único que goza de certo prestígio nos bastidores ainda é Maurício Assumpção.

Pelo menos nos corredores da Federação de Rubens Lopes _ seu aliado.

Não fosse assim, o Botafogo teria encontrado dificuldades para fechar a operação da contratação de Emerson.

Foi a entidade quem deu ao Corinthians o aval de aproximadamente R$ 2 milhões que o clube carioca terá de pagar pelo empréstimo dos direitos federativos de Sheik até dezembro.

O dinheiro, na verdade, faz parte da cota de televisão do Estadual de 2015.

O Botafogo se compromete a pagar ao Corinthians R$ 260 mil por mês, referentes à metade do salário do jogador.

Se, por um acaso, deixar de cumprir, a Federação do Rio se responsabiliza pela dívida, se ressarcindo através do abatimento da cota de televisão do Estadual do ano que vem.

Fonte: Coluna Futebol, Coisa & Tal - Extra