O presidente Maurício Assumpção, muito elogiado no seu primeiro mandato, era considerado um dirigente moderno e ético, mas perdeu, infelizmente, boa parte de seu prestígio depois desse episódio dos 5% de comissão da verba patrocinadora. Não importa que o percentual era abaixo do cobrado pelo mercado ou que o negócio fosse do conhecimento do Conselho. Fica a impressão de que o Botafogo foi usado para beneficiar a empresa da família do presidente.

É incrível como, à época, ninguém no clube o alertou para a armadilha em que estava caindo e também a sua própria ingenuidade em imaginar que não haveria qualquer problema. Boa parte dos conselheiros e associados do clube não duvida de sua honradez pessoal mas o episódio é inaceitável porque violenta a regra básica de que os negócios de uma instituição aberta não podem ser geridos por familiares de dirigentes. O Botafogo atravessa período nebuloso com dívidas cada vez mais impagáveis. Esse episódio afunda mais o clube em seu inferno astral.

Fonte: Coluna do Márcio Guedes - O Dia Online