Usamos cookies para anúncios e para melhorar sua experiência. Ao continuar no site você concorda com a Política de Privacidade.

Jogos

Taça Rio

16/05/21 às 11:05 - Nilton Santos

Escudo Botafogo
BOT

X

Escudo Vasco
VAS

Taça Rio

09/05/21 às 18:00 - Nilton Santos

Escudo Nova Iguaçu
NOV

0

X

1

Escudo Botafogo
BOT

Carioca

02/05/21 às 18:00 - Nilton Santos

Escudo Botafogo
BOT

0

X

0

Escudo Nova Iguaçu
NOV

Coluna: ‘Só uma torcida entrou tranquila neste fim de semana: a do Botafogo’

0 comentários

Por FogãoNET

Compartilhe

A torcida do Flamengo vai lotar o Maracanã, no aguardado reencontro com o estádio. Mas nem uma vitória sobre o Corinthians, mesmo que acrescida de um improvável triunfo do Sport Recife na casa do Palmeiras, levará o time à liderança do Brasileiro nesta rodada.

A torcida do Vasco também não viu seu time reassumir a liderança da Série B neste sábado. O Atlético Goianiense entrou na rodada com vantagem, e o que no começo do ano era visto como obrigação — o título — ficou em segundo plano. Agora já se discute até se o acesso, que não se discutia, é tão indiscutível assim.

A torcida do Fluminense, ainda na bronca com o STJD por não ter aceitado a denúncia para anular o jogo contra o Flamengo, passa a fazer contas sem os três pontos que pretendia trazer do passado. No presente, é preciso vencer o Coritiba fora de casa e secar quatro adversários para voltar à zona de classificação para a Libertadores — onde o time parecia confortavelmente instalado.

Só uma torcida entrou tranquila neste fim de semana: a do Botafogo. Em qualquer das 30 rodadas anteriores do Brasileirão, essa frase não faria sentido — para o Cabeça, alvinegro desesperado da minha pelada, ainda não faz; tanto que até hoje ele fala é do Fla-Flu. Vai ser interessante acompanhar a competição não declarada: quem admite primeiro que a Libertadores é uma realidade, ele ou o técnico Jair Ventura?

Eu já dei o braço a torcer faz tempo. Passei quase todo o primeiro turno, no Seleção SporTV e no Troca de Passes, dizendo que via o Botafogo de 2016 como um time que brigaria muito, mas não cairia. Quando os reforços chegaram, escrevi nesta coluna que poderiam funcionar. Mas seria cretinismo afirmar agora que já via ali o potencial de crescimento do time. A chegada de Camilo e companhia me parecia suficiente para garantir apenas um confortável meio de tabela.

Previsões erradas sempre me fazem lembrar de uma frase de efeito que soltei no consultório do Edim, um dos conselheiros alvinegros do meu grupo de WhatsApp, em meados dos anos 90.

— Vai começar mais um Campeonato Brasileiro e já temos duas certezas: Túlio vai ser artilheiro, e o Botafogo não vai ser campeão.

Eu era um jornalista em começo de carreira e achava que já tinha entendido como o futebol funciona. O Edim já era um bom dentista, mas me fez sorrir amarelo no fim daquele ano quando, em outra consulta, me lembrou da frase, que eu tinha esquecido logo depois de bochechar a água e levantar da cadeira. Era 1995. Túlio foi o artilheiro. E o Botafogo foi campeão.

Desde então, tento não fazer previsões. Pelo menos não as categóricas. Mas mesmo as análises mais ponderadas — como a que tentei fazer sobre o mesmo Botafogo no início deste ano — estão sujeitas a erro. Não apenas pela razão óbvia de que comentaristas de futebol não têm o dom de prever o futuro, mas porque o Campeonato Brasileiro — longo, sujeito a fatores muito variáveis, como as variações do mercado internacional, os problemas administrativos internos dos clubes e este ano até uma mudança de regulamento no fim da temporada — não é exatamente amigo da regularidade.

Pois foram justamente esses fatores, a meu ver, que levaram o Botafogo a derrubar todas as previsões em 2016. A única perda relevante para o mercado externo foi Ribamar, que hoje talvez sequer fosse titular. Os reforços de meio de temporada funcionaram bem demais, e ajudaram até a corrigir erros da janela anterior (é bom lembrar que se a arrancada fosse suficiente para garantir o título, Yaca e Lizio estariam num canto qualquer do pôster). E a diretoria não meteu os pés pelas mãos. Mesmo que nenhum cartola imaginasse que Jair Ventura faria um trabalho ainda melhor do que o de Ricardo Gomes, sua efetivação já teria sido um acerto — por ser um investimento na estabilidade, e não numa suposta resposta à torcida. A Arena da Ilha, embora tardia, foi outra boa solução. E, claro, houve a transformação do G-4 em G-6, que transformou também uma campanha de permanência numa campanha de ambições internacionais.

O Botafogo de 2015 foi campeão da Série B porque não inventou nenhuma solução mirabolante para voltar à Série A. A receita deu certo de novo em 2016. Não vou fazer previsão agora, porque se errar desta vez o Edim não vai me cobrar com a alegria de 95. Mas pode falar, Cabeça; pode falar, Jair: Libertadores.

Neste tranquilo fim de semana alvinegro, o que nem sonho era virou, se não ainda uma realidade, uma possibilidade — que vocês da imprensa nem imaginavam.

***

O basquete, esporte de longa tradição no Rio de Janeiro, se transformou em motivo de orgulho do torcedor do Flamengo nesta década. Quando o Vasco resolveu voltar a ter um time, cresceu a esperança numa retomada de uma modalidade que definha no Brasil — basta ver o mais recente vexame das seleções masculina e feminina, na Rio-2016. Em vez disso, o que se vê é o triste espetáculo do sequestro das arquibancadas pelas milícias da pancadaria. Se as diretorias se limitarem a duelar pelos mandos de quadra, darão mais um passo a caminho do fim.

Notícias relacionadas
Comentários