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Colunista relembra fase crítica do Botafogo nos anos 80 e torce por fim da ‘sensação de desesperança’

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Sede de General Severiano - Posse de Durcesio Mello no Botafogo
Vitor Silva/Botafogo

Aos que hoje se deprimem com o momento do Botafogo, lembro sempre da fase mais crítica da era do jejum, nos anos 80, época em que os jogadores treinavam no Estádio de Marechal Hermes. As instalações do departamento de futebol, longe de ser a de um Centro de Treinamento, estavam cerca de 50km distante da administração do clube. Os dirigentes ficavam no Mourisco, onde há hoje um prédio comercial erguido após a permuta do terreno em negociação para a retomada de General Severiano.

Sem títulos, com receitas que mal cobriam suas dívidas, e estrutura precária, o Botafogo vivia do passado de glórias que parecia nunca mais ser revivido. O time de futebol se mantinha através das ações de abnegados que ajudavam, com dinheiro ou força do trabalho. O elo entre presente e passado era a mística da camisa. O futebol revelava bons jogadores, os times principais chegavam a ter astros cobiçados, mas a escassez de conquistas dramatizava as mazelas e potencializava o pessimismo.

O fim parecia próximo. Mas apenas parecia. A esperança ressurgiu, o jejum de 20 anos sem títulos foi quebrado em 1989, e os dez anos seguintes dos alvinegros foram como num sonho: outro Estadual festejado, um título continental vencido, a antiga sede retomada, um Brasileiro conquistado, um troféu de verão foi erguido na Espanha, mais um Estadual, depois um Rio-São Paulo. O título da Copa do Brasil de 99 coroaria a década, mas um inesperado vice, no tropeço diante do Juventude, num Maracanã repleto de alvinegros, esfriou a retomada.

Nos últimos 20 anos, o clube tem quatro estaduais na galeria, mas eles não atenuam a tristeza de dois rebaixamentos à Série B, e também não desfazem a estranha sensação de que o clube nunca mais vai lutar por conquistas nacionais ou continentais. Tal como era na segunda metade dos anos 80, algo que vi de perto, atuando como repórter setorista. A sensação de desesperança apequenava uma das mais gloriosas instituições do país – sentimento que, viu-se mais tarde, era só um fantasma.

Sei que hoje é dia de Fla-Flu, mas não dá para deixar passar em branco a posse de Durcesio Mello, o presidente do Botafogo que assume com a missão de pôr fim à desesperança. O time recebe o Athletico, no Nilton Santos, em situação desesperadora na tabela da Série A e minha torcida é para que, como naqueles anos 80, a ameaça do terceiro rebaixamento seja apenas um fantasma.

Fonte: Coluna Futebol, Coisa & Tal - Gilmar Ferreira - Jornal Extra

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