Portenho, 42 anos e integrantes dos quadros da Fifa desde 2011, Patricio Hernan Loustau apitará Grêmio e Botafogo, na quarta-feira, na Arena. Ao contrário do atrapalhado colombiano, radicado na Venezuela, José Argote, que comandou o jogo de ida, no Rio,  o argentino não poupa cartão. Estende o braço. Levanta o amarelo e o vermelho sem cerimônia.

Ele conhece Porto Alegre. Apitou (e bem) Grêmio e Guaraní, do Paraguai, no final de abril de 2017, pela fase de grupos do torneio. Fez bom trabalho em Uruguai e Brasil (1 a 4), em março passado, em Montevidéu, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo da Rússia de 2018.

Patricio é filho de Juan Carlos, 69 anos, outro Loustau famoso, que trabalhou na Copa do Mundo da Itália de 1990. Patricio, que atuou na Copa América de 2016, ocupou o 12º lugar no ranking da arbitragem de agosto da Conmebol. Argote é nono. Sandro Meira Ricci está em 10º.

O portenho Loustau é um profissional rigoroso e um do mais polêmicos árbitros da argentina do começo do século 21. Quando apita o escaldante River e Boca, os cartões não param no seu bolso da camisa ou do calção. Ataca com energia as simulações dos jogadores. Não é adepto do dialogo durante o jogo. O comando é seu. Não se importa em segurar partida, truncar ou marcar faltas a cada minuto.

Como já escrevei, Loustau tem uma frase que define o seu comportamento no futebol:

– O erro do árbitro é o mesmo erro de um atacante quando está na frente do goleiro.

Fonte: Blog do Luiz Zini Pires - Zero Hora