O amistoso com a França nesta quinta-feira, às 17h (de Brasília), ficou de fora das rodas de conversas no voo que levou parte da delegação da seleção brasileira para Paris, no último fim de semana. Mesmo com Dunga, sua comissão técnica e os atletas que atuam no país entre as poltronas, um dos assuntos predominantes nos corredores do avião foi a volta do Torneio Rio-São Paulo, fora do calendário desde 2002.

O presidente da federação do Rio de Janeiro (Ferj), Rubens Lopes, era um dos convidados da CBF presentes.

A princípio, ele não se posiciona contra o retorno do regional.

A sua postura não tem relação direta com os conflitos recentes com seus filiados: a Ferj rompeu com Flamengo e Fluminense, após desentendimentos por conta do uso do Maracanã e preços de ingressos. O mandatário do rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello, abriu um processo na Justiça contra Rubinho.

Ele foi informado, na verdade, do interesse da Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão do Paulistão e do Carioca.

A emissora procura datas para o ressurgimento do Rio-São Paulo e cogita a redução ainda maior dos estaduais, deixando-os apenas aos fins de semana.

Um dos motivos para a volta da discussão são os baixíssimos públicos nos campeonatos, que atraem cada vez menos interesse dos torcedores e acumulam prejuízo. Aliado a isso, é citado ainda o sucesso da Copa do Nordeste, que contava no mesmo voo com Alexi Portela, presidente da Liga, e o ex-flamenguista Kleber Leite, responsável por sua promoção, como seus ‘cabos eleitorais’.

O dono da Klefer é um dos que tenta articular o retorno do Rio-São Paulo.

A volta da Sul-Minas, outro regional, chegou a ser promessa de campanha da chapa da oposição – apoiada pela CBF – nas últimas eleições da federação paranaense.

Além do Nordestão, o atual calendário nacional conta também com a Copa Verde, envolvendo representantes das regiões Norte e Centro-Oeste.

A última edição do torneio Rio-São Paulo foi vencida pelo Corinthians em 2002.

Fonte: ESPN.com.br