A termografia foi trazida pelo termografista David Mahamud, em 2012, e utiliza máquina fotográfica especial que mede o espectro termal das imagens. As fotografias medem o stress muscular dos jogadores e, assim, ajuda a prevenir possíveis lesões. Como explica David, muitas vezes, o atleta não percebe ou ainda não está sentindo fortes dores por conta de uma contusão e a termografia é capaz de identificá-la antes mesmo de uma dor mais aguda.

“Muitas vezes o atleta não fala onde sente dor e não é pelo fato dele não falar, que ele não sinta dor. O processo inflamatório já começa como se fosse a fome. A pessoa sente fome, sede mas não quer dizer que ele já tenha vontade de sentir fome ou sede. É um processo que tem início. E a gente consegue identificar esses focos de lesão e fazer uma assistência com a equipe de fisioterapia pra poder trabalhar em cima desses focos.”

David é o precursor desse tipo de tecnologia na área da fisiologia do futebol no Brasil, pelo Botafogo. Em seguida, em  2013, o Cruzeiro e o Corinthians começaram a utilizar essa técnica, mas ainda estão no início. Após serem recolhidas, as informações são avaliadas pelo fisiologista Mateus Fontes e fazem parte da planilha de treinamentos do preparador físico Marcelo Campelo, auxiliando a equipe no dia a dia.

Fonte: Rádio Globo