O relógio marcava 19 minutos do segundo tempo e o jogo entre Botafogo e Vasco estava empatado em 2 a 2, quando Alberto Valentim realizou a segunda substituição do Alvinegro: Rodrigo Pimpão no lugar de Leo Valencia. O chileno, camisa 10 do Glorioso, mostrou muita insatisfação ao ser substituído e tomou uma dura do técnico botafoguense. Na opinião de Sérgio Xavier Filho, comentarista presente no “Redação SporTV” desta segunda-feira, a atitude do meia foi de extremo desrespeito.

– Não dá. Você faz duas coisas ao mesmo tempo: no momento em que você está saindo, sinaliza para o torcedor “olha como é burro o cara me trocou”; e outra “olha o pereba que estão colocando no meu lugar, vê se pode”. O cara está olhando e conversando com a torcida. Eu acho uma sacanagem. Futebol é esporte coletivo e aqui no Brasil a gente muitas vezes confunde. Ali é um momento coletivo em que todas as câmeras estão em cima de você. Se o jogador não sabe que tem mil câmeras e tudo o que você fizer vai servir para alguma coisa…

Concordando com o companheiro, o jornalista Carlos Eduardo Mansur fez uma ressalva. Na opinião dele existem duas formas de enxergar o que fez Leo Valencia: uma é ver o lado bom, que seria a vontade do atleta em continuar em campo para ajudar o time; a outra é que isso às vezes pode ser também com a intenção de fazer um marketing pessoal e talvez derrubar o treinador. Apesar de não ser tão taxativo quanto Sérgio Xavier, Mansur deixou uma opinião concreta.

– Acho que legal, não é. Agora, tem uma série de questões que dá para ponderar. Cabeça quente do jogo, muitas vezes tem o lado bom de querer ajudar e muitas vezes tem também o lado ruim do marketing pessoal de expôr alguém ou o treinador. Mas existe o lado de querer participar. Nem em pelada as pessoas querem sair, imagina uma disputa profissional. Existe o respeito ao companheiro, mas também o lado bom de querer ajudar a ganhar. Agora, muito depende da maneira que a coisa foi conduzida, dos antecedentes, comportamento no dia a dia… tudo pesa.

Fonte: Sportv.com