O empréstimo de US$ 25 milhões feito pela GDA Luma à SAF do Botafogo em fevereiro para pagar despesas urgentes (como o transfer ban de Thiago Almada) causou uma dívida de mais de US$ 55 milhões com as medidas cautelares que antecedem à recuperação judicial, explicou o “GE”.
O portal teve acesso ao contrato entre as partes que estabelece que, em caso de inadimplência ou descumprimento mais severo do contrato, o valor é multiplicado. Com o início do processo de RJ, a GDA passou a ter direito a 200% do valor emprestado, mais uma taxa de 20% de juros ao mês.
A GDA Luma é uma das interessadas em assumir o controle do Botafogo e pediu para ser terceira interessada no processo de recuperação judicial da SAF. Segundo explicado anteriormente por John Textor, afastado pela Arbitragem, o empréstimo poderia ser convertido em ações para o fundo.
Como antecipado pela “ESPN”, o contrato de empréstimo entre Botafogo e GDA também prevê que a venda de jogadores vá direto para pagar a dívida com o fundo. O “GE” explica que o documento “protege” a dívida da GDA num cenário de recuperação judicial.
“Receitas relacionadas ao elenco do Botafogo não poderiam formar parte do patrimônio da SAF Botafogo em caso de insolvência, falência ou outros. […] A GDA Luma poderá executar e coletar receitas relacionadas aos jogadores do Botafogo ‘diretamente e fora de qualquer processo de insolvência'”, explica a reportagem.