O técnico Jair Ventura terminou 2018 sem conseguir deixar o time na Libertadores da América, feito que conseguiu no ano anterior e veio seguido de uma boa campanha na disputa continental – chegou às quartas de final e foi eliminado pelo Grêmio, que acabou campeão. Para o comentarista Paulo Cesar Vasconcellos, apesar de uma reta final ruim e da décima colocação na disputa nacional, o treinador fecha o ano com balanço positivo.

– A observação do Jair é perfeita! O ano do Botafogo foi péssimo? Não, não foi péssimo: ele teve um mês ruim, que custou inclusive a chance de disputar a Libertadores pelo segundo ano consecutivo a Libertadores, mas esse trabalho tem mais acertos do que erro? Muito mais acertos do que erros. É um trabalho que tem que ser mantido com seu principal nome, Jair Ventura – disse, citando a análise do próprio treinador, após o empate com o Cruzeiro.

Para o jornalista, a queda de rendimento do Glorioso não tira os méritos de Jair Ventura, considerado um dos nomes de destaque da “nova geração”. PC sugere que o treinador use o episódio para tirar lições para a carreira.

– Para mim, tem uma prateleira onde coloquei uma etiqueta (escrito) promissores e embaixo tem os “bonequinhos” sentados: Carille (Corinthians), Ventura, Zé Ricardo (Vasco) e Eduardo Baptista, que foi rebaixado com a Ponte, mas são todos promissores. Um episódio como esse mostra que o Jair ainda vai ter que aprender muito porque falta “hora” de beira de campo – considerou.

O apresentador Roger Flores também defende o treinador e concorda com o argumento de desgaste, considerando que Jair em muitos momentos teve dificuldades para montar o time.

– Ainda acho que é muito mais falta de apoio dos diretores, de tudo que aconteceu, dar perdas, de pensar grande, do que o trabalho do Jair. Ele estava engessado para fazer alguma coisa nessa reta final. Não tinha ninguém, não tinha como mexer no time – afirmou.

No comando desde agosto de 2016, Jair Ventura tem contrato com o clube até o final do ano que vem.

Fonte: SporTV.com