Carlos Alberto de Souza, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada Intermunicipal do Rio de Janeiro (Sintraicp), relatou em entrevista ao site Globoesporte.com as condições que os operários das obras do Engenhão estão encontrando. Os trabalhadores decidiram entrar em greve nesta sexta-feira e a reforma está paralisada.

– Os trabalhadores estão sem água gelada e dependem da boa vontade da vizinhança para conseguir gelo. A comida, por vezes, vem estragada, com bichinhos na salada. Temos dois trabalhadores menores de idade trabalhando aqui e vários outros sem carteiras assinadas. Isso provoca estresse no trabalhado. Queremos melhorar as condições – disse, completando:

– Os operários têm o direito de serem representados pelo Sintraicp, já que trabalham com obras pesadas. Não estamos cobrando reajuste salarial. Mas uma vez representados pelo Sintraicp, o valor da cesta básica passaria de R$ 200 para R$ 310, a a hora extra seria de 100%, e não de 60% como acontece hoje. Eles só voltarão ao trabalho quando chegarmos a um acordo.

O diretor do Sintraicp revelou ainda que o Consórcio Engenhão está amraçando os funcionários de demissão em massa.

Fonte: Globoesporte.com